A riqueza histórica e a diversidade cultural do município de Cachoeira foram exaltadas na Casa pelos deputados Bira Corôa (PT), Rosemberg Pinto (PT), delegado Deraldo Damasceno (PSL) e pelo pastor José de Arimatéia (PRB) por ocasião da passagem do aniversário de 175 anos de emancipação política e administrativa do município, comemorado no dia 13 de março. Os parlamentares cumprimentaram a população e autoridades locais, desejando votos de desenvolvimento aliado à justiça social.
Localizada no recôncavo baiano, a Vila de Cachoeira foi elevada à condição de cidade por meio da Lei no 43, em 1837. Mas desde o início do século XVII, a sociedade cachoeirana já detinha grande influência política, em função da posição de destaque no cultivo e exportação da cana-de-açúcar e fumo, além da mineração no Rio de Contas. Em 1821, foi decisiva nas batalhas pela Independência da Bahia, constituindo a Junta de Defesa.
"Cachoeira foi a precursora no movimento emancipador do Brasil. De lá, partiram os primeiros clamores de revolução contra a opressão lusitana e surgiram os batalhões cívicos, liderados por figuras como a do Barão de Belém, Rodrigo Antônio Falcão Brandão, Maria Quitéria de Jesus, entre outros que se imortalizaram na história nacional", destaca Rosemberg.
Já o deputado Bira Corôa observa que, além da participação ativa histórico-política, a cidade possui um extenso legado cultural, fruto da significativa presença de africanos e afro-descendentes. "Essa interação encontra-se presente no sincretismo religioso, com forte presença da cultura afro-brasileira e das manifestações do catolicismo", disse o parlamentar, lembrando os movimentos populares do município, como a Festa de Nossa Senhora da Boa Morte, no mês de agosto.
O deputado Delegado Deraldo Damasceno observa que a cidade reúne importantes acervos arquitetônicos no estilo barroco. "Seu casario, suas igrejas, seus prédios históricos preservam a imagem do Brasil Império, tempo em que o comércio e a fertilidade do solo fizeram de Cachoeira a vila mais rica, populosa e uma das mais importantes do Brasil, durante os séculos XVII e XVIII", disse. Cachoeira foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1971 e passou a ser considerada Monumento Nacional.
O pastor José de Arimatéia destacou a significativa presença de africanos e afro-descendentes, o que para ele, em interação com europeus de variadas nacionalidades em Cachoeira durante o período escravista, é um dos fatores responsáveis pela "riqueza e diversidade da cultura popular em Cachoeira, o que se demonstra pelos seus inúmeros museus e movimentos populares", concluiu.
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