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Comissões debatem situação do Complexo Intermodal Porto Sul

Publicado em: 15/03/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Parlamentares reuniram-se com o presidente da empresa Bahia Mineração, Francisco Viveiros
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Deputados que integram as comissões de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, de Meio Ambiente e as comissões especiais de Integração da Ferrovia Oeste-Leste e do Complexo Intermodal Porto Sul reuniram-se na manhã de ontem, com o presidente da empresa Bahia Mineração (Bamin), José Francisco Viveiros. No encontro, realizado na Assembleia Legislativa, os parlamentares buscaram obter informações sobre o andamento do projeto do Complexo Intermodal, uma das maiores obras já planejadas na Bahia.
A Bamin será a primeira empresa cliente da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que integra o Complexo Porto Sul. Em sua etapa inicial, a ferrovia ligará Caetité, onde está a jazida de ferro da empresa, a Ilhéus, por onde o minério será escoado. Num segundo momento, a linha chegará até Barreiras, oeste da Bahia, e Figueirópolis, no Tocantins, permitindo o transporte de grãos, fertilizantes e biocombustíveis. A empresa Mirabela, que extrai níquel na região de Itagibá, também pretende utilizar a Fiol no transporte do produto.
O presidente da Bamin detalhou o projeto, que envolve recursos da ordem de R$ 4 bilhões, sendo R$ 1 bilhão apenas para a construção e implantação do Porto Sul. Segundo José Viveiros, a mineradora está realizando estudos complementares de impacto ambiental, a pedido do Ibama. O porto servirá para escoar a produção estimada de 19,5 milhões de toneladas de ferro/ano extraído em Caetité.
Para o secretário da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa, "a implantação do Porto Sul vai criar um novo vetor de desenvolvimento, proporcionando a expansão da atividade econômica no interior do estado, já que outros empreendimentos serão atraídos pelo projeto". Carlos Costa afirmou que o projeto beneficiará 77 municípios e tem potencial para consolidar como um dos quatro maiores portos brasileiros.
"Independente da questão partidária e da visão ideológica, temos que nos debruçar sobre esse processo. Nós não podemos abrir mão do Porto Sul nem da Ferrovia Oeste-Leste. Estamos precisando de mais mobilização e acho que as comissões desta Casa podem cumprir com esse papel", destacou a deputada Maria Del Carmen (PT). A petista também pontuou a necessidade de fazer uma discussão em nível nacional. "Vamos a Brasília, mobilizar a bancada de deputados baianos do Congresso Nacional e, se preciso, chamar o governador Wagner", disse.
O deputado Augusto Castro (PSDB) sugeriu a criação de um comitê para acompanhamento do processo de implantação do projeto. Sua proposta é que o comitê seja integrado por representantes das secretarias estaduais da Casa Civil, Indústria Naval e Portuária, Meio Ambiente e Interinstitucional; de integrantes das comissões do Porto Sul, Ferrovia Oeste Leste, Infraestrutura e Meio Ambiente – da Assembleia Legislativa; Ibama, Valec e Bamin.
Na opinião do parlamentar, o projeto aparenta estar muito "solto" enquanto a Bahia perde espaço na área portuária para Pernambuco – com o Porto Suape – e Espírito Santo – com o Porto Tubarão. Na avaliação de Castro, se a Bamin continuar trabalhando sozinha para a implantação do Porto Sul, o complexo não vai ser concluído. "O Governo do Estado tem que priorizar esse projeto e trabalhar de forma integrada", ressaltou. Em sua opinião, para que a Bahia possa alcançar a potencialidade portuária a que se propõe, precisa promover a união e a mobilização de toda a comunidade, principalmente da região sul.



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