A Comissão de Saúde e Saneamento convida hoje o ministro Alexandre Padilha a participar de reunião do colegiado, onde serão analisados três programas lançados recentemente pela presidenta Dilma Roussef: o SOS Emergência; Melhor em Casa e o plano estratégico para Doenças Crônicas Não Transmissíveis – DCNT. O ministro da Saúde estará em Salvador para reinaugurar a UTI do Roberto Santos (um dos hospitais contemplados este ano pelo SOS Emergência) e o novo setor de bioimagem do Hospital Ana Nery. A comissão convidará, ainda, o secretário Jorge Solla e prefeitos de todo o Estado para participarem da reunião com o ministro Padilha.
Em novembro do ano passado, o governo federal lançou os programas, que beneficiarão milhares de brasileiros. O SOS Emergência, que tem por finalidade melhorar a gestão e qualificar o atendimento nos prontos-socorros, repassará aos hospitais escolhidos R$ 3,6 milhões ao ano. Até 2014, a ação deve chegar às 40 maiores unidades do país. Onze unidades de grande porte serão contempladas já neste ano e estão localizadas em nove capitais, entre elas Fortaleza, Recife, Salvador, Goiânia e Brasília.
O Melhor em Casa é um programa que ampliará o atendimento domiciliar no Sistema Único de Saúde (SUS). Pessoas com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação pós-cirúrgica, por exemplo, terão assistência multiprofissional gratuita em casa. A ação integra a Rede Saúde Toda Hora, que está reorganizando os serviços de urgência e emergência do país.
Este programa também ajudará a reduzir as filas nos hospitais de emergência, já que a assistência, quando houver a indicação médica, passará a ser feita na própria residência do paciente, desde que haja o consentimento da família. O atendimento será feito por equipes multidisciplinares, formadas prioritariamente por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeuta. Outros profissionais (fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo, psicólogo e farmacêutico) poderão compor as equipes de apoio. Cada equipe poderá atender, em média, 60 pacientes, simultaneamente.
Por fim, a Comissão de Saúde baiana pretende saber do ministro Alexandre Padilha qual é o plano estratégico do governo federal para o programa voltado às Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como as enfermidades cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias crônicas, diabetes e doenças músculo-esqueléticas, entre outras que acometem especialmente aos idosos e respondem pela maior parcela dos óbitos no país. As DCNT também são responsáveis pelas maiores despesas com assistência hospitalar no SUS, totalizando cerca de 75% dos gastos com atenção à saúde.
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