Mulheres que se destacaram ao longo da história do município de Vitória da Conquista foram especialmente homenageadas em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, pelo deputado estadual Zé Raimundo (PT), através de moção de congratulações apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia. Fulô da Panela, Antonia Cavalcanti, Maria Clemência, Mãe Vitória de Petú, Henriqueta Prates e Olivia Flores são algumas das mulheres citadas pelo deputado. "É significativo lembrar nomes de mulheres que emolduram a galeria da história de luta e conquistas para as mulheres. No passado, reverenciamos a memória de todas as mulheres do mundo, que deram suas vidas em prol da liberdade dos direitos civis, sociais e políticos, não só da mulher como também de toda a sociedade."
Zé Raimundo mencionou ainda nomes das lutas mais recentes como Albertina Lima Vasconcelos, Zélia Saldanha, Doginha, Sandra Luna, Edvanda Teixeira, Maria Zilda, Dona Lindaura, entre outras "inúmeras companheiras que lutaram pela redemocratização do país e colocaram suas inteligências e suas vidas em prol do desenvolvimento sociocultural do sudoeste da Bahia".
O deputado homenageou também todas as colegas deputadas estaduais e funcionárias da Assembleia Legislativa, senadoras e deputadas federais, prefeitas e vereadoras. "De modo especial, nos congratulamos com todas as companheiras, lideranças políticas e de movimentos sociais, das regiões onde atuamos politicamente, colocando o nosso mandato à disposição das causas feministas e da justiça social "Relembramos este marco pensando nas conquistas e nos desafios das mulheres do nosso tempo", ressaltou.
MÁRIO NEGROMONTE JÚNIOR
"É notório que o preconceito é algo que sempre existiu na humanidade e a mulher não ficou fora disso e, em razão desse preconceito, ela sofreu grandes perdas", destacou o deputado Mário Negromonte Júnior (PP) na moção de congratulações que foi entregue na Casa Legislativa, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no último dia 8 de março.
O deputado discorreu sobre a luta das mulheres e a discriminação vivida no mercado de trabalho, por exemplo. "No decorrer da história, as mulheres sempre se submeteram às vontades dos homens, chegando a trabalhar como serviçais, sem receber nada por isso ou recebendo salários injustos que não ofereciam condições de sustentar suas famílias.
A discriminação já foi tão grande e séria que chegou ao ponto de operárias de uma fábrica têxtil serem queimadas vivas presas dentro da fábrica em que trabalhavam, em Nova Iorque, após uma manifestação em que reivindicavam melhores condições de trabalho, diminuição de carga horária, que era absurda, e salário igual ao dos homens, que chegavam a receber até três vezes mais que as mulheres exercendo a mesma função."
Na luta para a extinção da violência contra as mulheres, o Brasil deu um importante passo: a criação da Lei Maria da Penha, assim chamada em referência à biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes. Essa mulher foi agredida pelo marido por mais de 20 anos. "No nosso país, há poucos anos, foi aprovada a Lei Maria da Penha. Essa aprovação reflete a grande luta pelos direitos da mulher, garantindo respeito e bons tratos dentro de casa.
JOSÉ DE ARIMATÉIA
"No Dia Internacional da Mulher, celebrado no calendário de 2012 na última quinta-feira, dia 8, são diversas as mulheres baianas e em esfera nacional que merecem ser mencionadas e aplaudidas pelo reconhecimento e desempenho na luta diária pelos direitos da mulher em sua mais ampla expressão. Todas as mulheres, sem distinção, merecem respeito e dignidade e a nós cabe esta luta", disse o deputado José de Arimatéia (PRB), na moção de congratulações que foi entregue na Casa Legislativa.
No documento apresentado, o parlamentar destacou mulheres "protagonistas da revolução, seres capazes de mudanças extraordinárias" que se destacaram pela história de luta pelo povo baiano e brasileiro. "Imediatamente, citaremos a inesquecível Maria Quitéria, a mulher soldado, modelo do patriotismo que não teve o conhecimento das limitações e nos agraciou com a inspiração e sempre será referência quando se trata da força interior", destacou o deputado.
Políticas públicas, leis de proteção, o deputado José de Arimatéia listou o que é necessário para que as mulheres vivam com dignidade. "A luta é constante. A lei prevê uma integração de ações do poder público envolvendo a União, os Estados, os distritos federais e municípios, bem como de ações a serem desenvolvidas no âmbito da sociedade, ou seja, no âmbito não governamental.
A lei preconiza que os poderes públicos devem promover políticas públicas objetivando fazer inserção da mulher em todos os segmentos. A necessidade do compromisso do Estado nessa implementação de políticas públicas sobre a ótica de gênero torna-se cada vez maior para as demandas que atingem as mulheres", concluiu.
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