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Fátima, Ubaldino, Rosemberg, Cacá e Leur também festejam

Publicado em: 08/03/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Rosemberg faz análise de trajetória das mulheres
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Há 80 anos, as mulheres ingressaram na política de forma decisiva, exercendo o voto, fazendo história. Este ano, nas celebrações do Dia Internacional da Mulher, a deputada Fátima Nunes (PT) dedica moção de aplausos a todas as mulheres, que vêm ocupando espaço na vida social, econômica, cultural e, especialmente, na política do país.
"Estamos quebrando barreiras em todos os âmbitos da sociedade e é na política que temos galgado maior espaço a cada dia. A Bahia avança nesse sentido, com uma comissão fortalecida dentro da Casa Legislativa, com ações e propostas públicas de fortalecimento e garantia dos direitos das mulheres", pontuou a deputada.
A parlamentar afirma que o Brasil passa por um momento de transformação, iniciado com a eleição da presidenta Dilma Roussef e que em muito se tem avançado no que se refere a políticas, como as de proteção à mulher, contra a violência, a consolidação da Lei Maria da Penha e na área de saúde.
Nesta data, comemora-se, em todos os cantos do mundo, a ascensão de mulheres ao poder, no qual lidam no dia a dia com as superações que lhes são impostas. "A mulher está a cada dia alcançando maiores postos de trabalho, cargos mais importantes; ela tem estudado mais, conquistado a necessária independência financeira e sido referência em espaços fundamentais, em todas as instâncias de poder", afirma a deputada, referindo-se, em especial, à recente eleição da ministra Cármen Lúcia, primeira mulher a presidir o mais alto posto da Justiça Eleitoral no Brasil em 67 anos de existência do órgão.

CARLOS UBALDINO

O deputado Carlos Ubaldino (PSD) disse que a data "provavelmente será tratada pelos desavisados como mais uma data no calendário mundial. Para sorte daqueles que, como nós, guardam uma parcela de sensibilidade, é uma oportunidade de enaltecer aquela que, escolhida como responsável pela concepção do Filho de Deus, encontra-se pontuada na Bíblia Sagrada em inúmeras passagens de lutas, vitórias e maternidade de homens que mudaram a história da humanidade", declarou.
Este ano, o parlamentar homenageou as mulheres com uma crônica de autoria anônima, concedendo uma personalidade distinta à moção de aplauso. "Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de escova, maquiar, passar hidratantes (…) Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas (…), currículo impecável. Viramos super mulheres, mas continuamos a ganhar menos do que eles", desabafa a anônima. O texto, com características de sátira, embora a narradora afirme não se tratar de uma, e veia cômica, relata a rotina de uma mulher moderna, seus desafios, dificuldades e conquistas.

ROSEMBERG PINTO

"Essa não é uma constatação gratuita, nem bajulação ao público feminino. O mundo é cada vez mais das mulheres. Desde a década de 1960, quando resolveram queimar sutiãs e puderam optar pela maternidade, que as mulheres vêm ocupando o seu lugar na sociedade. Vamos falar de Brasil, hoje administrado pela presidenta Dilma. A primeira mulher na história do país a ocupar o principal posto da administração pública. Vamos observar que ela não está lá apenas pelo fato de o eleitorado querer colocar uma mulher no poder. Não, ela é presidenta brasileira por méritos, competência, história política", disse o deputado Rosemberg (PT) em moção pela data.
O deputado considera que as mulheres foram subjugadas e ainda continuam a ser em diversos lugares do planeta, por sua dita fragilidade. "O aspecto físico (e olha que isso é contestável, já que é comum ver mulheres em tripla jornada, muito mais capazes fisicamente que a maioria dos homens) não é balizador e hoje isso está provado", continuou. E completou dizendo que "o mundo é das mulheres também porque está provado, hoje, que elas vivem mais."
O mundo é das mulheres porque elas estão mais preocupadas em estudar, se preparar para os novos desafios, portanto, lêem mais, pesquisam mais, conhecem mais do mundo. No Brasil, além de ocupar a maioria das vagas das universidades públicas e privadas, estudam, em média, sete anos a mais que os homens. "Se a nova revolução é a da informação, portanto, temos que concluir que o mundo, se ainda não é, será das mulheres", completou.

CACÁ LEÃO

"O grande objetivo da celebração do Dia Internacional da Mulher é tentar diminuir as barreiras que, apesar das grandes conquistas que a mulher vem empreendendo desde a década de 60 com o advento do movimento feminista, ainda persistem e devem ser vencidas, principalmente, em relação ao preconceito e à desvalorização da mulher, que ainda nos dias de hoje sofre com baixos salários, violência masculina e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história", disse o deputado Cacá Leão (PP) também festejando a data.
Relatou que aproveita o ensejo desta moção de aplauso para parabenizar as mulheres em todos os recantos do mundo, em especial a mulher baiana, que sempre desempenhou um forte papel de representação "em nosso povo, onde podemos destacar as heroínas Maria Quitéria e Joana Angélica, a Venerável Irmã Dulce, Mãe Menininha do Gantois, dentre outras que tão bem dignificam e representam as virtudes da mulher baiana."

LEUR LOMANTO

A ampliação dos papéis da mulher e seu destaque têm refletido em mudanças na forma de vivência da humanidade hoje, sendo um dos assuntos que mais geram discussões na atualidade. Essa reflexão feita pelo deputado Leur Lomanto (PMDB) comemora a passagem do dia, "quando há um convite para que a mulher reflita sobre suas conquistas e o que pode ser concretizado de melhor para o gênero no presente e no futuro", ponderou.
"Esta data reverencia, principalmente, a participação da mulher e sua dinâmica dentro da história, dando ênfase ainda à longa caminhada da categoria na busca pelo reconhecimento de seus valores. Já não se discute mais apenas a sua atribuição de mãe, esposa e dona de casa, mas a sua conciliação em frente a outras funções. A mulher não se tornou apenas atuante, mas parte decisiva em todas as áreas, comandando e determinando sobre ações que pertenciam apenas ao homem."
Destacou que as vitórias alcançadas pelo gênero feminino ganharam maior representatividade com sua inserção no mercado de trabalho, fato que tem revolucionado a forma de viver e o cenário, principalmente, da sociedade ocidental. "Além do ser singelo e belo capaz de gerar em seu ventre uma vida, a mulher vem ao longo das décadas demonstrando beleza e sabedoria ao exercer variadas atividades", disse.
"Hoje, temos mulheres de destaque internacional, no comando de nações importantes e em crescimento, a exemplo do Brasil, com a presidente Dilma Rousseff, e da chanceler alemã Ângela Dorothea Merkel, que tem sido decisiva na tomada de decisões da economia europeia", finalizou.



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