A mostra Reminiscências, do artista Wagner Barreto, está em exposição no saguão Josaphat Marinho, na Assembleia Legislativa, até o dia 9 de março. Os visitantes irão desfrutar de um conjunto de obras que retratam a trajetória de sua carreira e expressam uma recordação das lembranças da infância no agreste baiano, alto sertão e mata atlântica. "É um reviver e reconstruir as memórias da época, na qual ainda pequeno, na fazenda, observava o brotar de flores no seco, no tórrido do sertão", disse Wagner, o que está refletido nos quadros "As Flores do Agreste", "O Espigão" e "Floresta Úmida".
Dentre as técnicas exibidas estão o pastel – seco, pastel – oleoso, crayon e óleo sobre tela. Segundo as Escolas de Arte, o trabalho do artista plástico transita pelo figurativismo, abstracionismo, fauvismo, surrealismo e a escola optical art ou gestalt, sendo esta última uma das preferidas pelo pintor. A obra "A Noite e o Mar", apresentada nesta mostra, é um retrato da optical art, com todo o provocante mundo dos volumes, das linhas, das sombras e luzes, das tendências opostas.
Nascido em Salvador, Wagner começou a pintar aos 16 anos. Tornou-se professor de língua portuguesa e inglesa, especialista em educação superior, pesquisador da área de antropologia e etnologia. Além disso, é também artista plástico com curso de litogravura pelo Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) e com curso de gravura em metal água forte e água tinta pelo Museu Lasar Segall, em São Paulo. Além de ser escultor, criador de painéis de grandes dimensões e objetos de madeira ou aço para ambientes internos e externos.
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