O falecimento do ex-deputado federal Fernando Santana, ocorrido na quinta-feira, sensibilizou o deputado estadual Coronel Gilberto Santana (PTN), que apresentou moção de profundo pesar, na Assembleia Legislativa.
"Fernando Santana foi um dos mais ativos constituintes, integrando a Comissão da Ordem Econômica da Constituinte e 2º presidente da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária da Reforma Agrária, integrante da então chamada Frente Parlamentar Nacional, sendo considerado um dos ‘Deputados Nota 10’ pelo Diap, notabilizando-se pela luta em nacionalizar o subsolo e suas riquezas minerais. Ali coordenou ‘O Petróleo é nosso’, em defesa da propriedade do subsolo pelo estado brasileiro", destacou o parlamentar.
Natural de Irará, formou-se em engenharia em 1944 e no ano seguinte tornou-se engenheiro chefe do segundo Distrito da Aeronáutica, sendo logo depois convidado para trabalhar como assessor de Anísio Teixeira, no governo de Otávio Mangabeira, como encarregado da planificação e construção de escolas públicas. Logo disputa uma eleição, "elegendo-se deputado federal, até a eclosão da ditadura, em 1964. Fernando Santana foi um dos primeiros políticos cassados pelo regime militar. Após a anistia, retoma a carreira parlamentar, elegendo-se nos pleitos da legislatura federal de 1983-1987 e para a Assembleia Nacional Constituinte, que a seguiu", relatou o parlamentar.
Contribuindo com a política, Santana tornou-se presidente de honra do Partido Popular Socialista, logo depois da extinção do PCB. "Acometido por um infarto, Fernando Santana morre aos 96 anos, uma perda inestimável para a Bahia e para o Brasil", concluiu.
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