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Ivana lembra os 80 anos do voto feminino

Publicado em: 01/03/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputada destaca que o Brasil só permitiu o voto feminino quase 40 anos depois da Nova Zelândia
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A passagem dos 80 anos do voto feminino no Brasil, no último dia 24 de fevereiro, foi destacada na Assembleia Legislativa pela deputada Ivana Bastos (PSD). Em moção de congratulações, a parlamentar contou que, até 1932, apenas homens podiam votar no Brasil. "Mas, no dia 24 de fevereiro daquele ano, no governo do presidente Getúlio Vargas, entrou em vigor o Código Eleitoral Provisório, permitindo o voto restrito e facultativo feminino", observou Ivana, no documento.

No entanto, acrescenta ela, apenas as mulheres casadas, viú­vas e solteiras com renda própria podiam votar. "Dois anos depois, em 1934, o voto tornou-se irrestrito, mas só em 1946, no governo de Eurico Gaspar Dutra, o voto feminino passou a ser obrigatório, equiparando-se ao dos homens", acrescentou a deputada.

Ivana faz questão de ressaltar que o Brasil permitiu o voto feminino quase quatro décadas depois da Nova Zelândia, primeiro país a garantir esse direito às mulheres. Ela lembrou também as "grandes mulheres brasileiras" que se destacaram na luta pelos seus direitos em nosso país, incluindo o voto.

"Não podemos deixar de destacar a luta pelo voto feminino de Chiquinha Gonzaga, pianista e compositora muito famosa, no final do século XIX e início do XX. Uma das canções dela, Ô Abre Alas, que até hoje toca nos bailes e ruas do nosso país, protestava contra a limitação dos direitos das mulheres", afirmou Ivana, citando também a jornalista Pagu, muito atuante na década de 30 na defesa dos direitos da mulher. "Pagu chegou a ser presa, por isso, pela polícia política de Getúlio Vargas."

A deputada lembra que, atualmente, as mulheres superam os homens em números de eleitores. "Representamos 52% do eleitorado brasileiro e, em 2010, elegemos a primeira presidenta da República, Dilma Rousseff, consolidando a nossa capacidade em governar e administrar um país de 200 milhões de pessoas, sem dúvida um marco histórico."

Ivana Bastos observa ainda que o parlamento estadual baiano tem 11 mulheres deputadas. "Alcançamos o maior número de mulheres nessa 17a legislatura, desenvolvendo um belo trabalho de afirmação dos nossos direitos e, principalmente, a busca pela mediação dos anseios e demandas das baianas, exigindo sempre o respeito ao gênero", concluiu ela.



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