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Itabuna será sede da AL Itinerante

Publicado em: 01/03/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Com o projeto, os integrantes do Poder Legislativo se aproximam ainda mais da população
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A Assembleia Itinerante, marcada para o dia 22 de março, em Itabuna, está mobilizando os deputados que integram a Comissão Especial da Ferrovia Oeste-Leste do Executivo estadual. Eles querem chegar ao encontro munidos de informações atualizadas, não só sobre a ferrovia, mas também sobre o Porto Sul, empreendimento que está sendo construído em Ilhéus, para esclarecer as dúvidas e questões que inevitavelmente serão levantadas por representantes da sociedade local preocupados com o andamento das obras.

Iniciativa pioneira do parlamento baiano, a Assembleia Itinerante tem como objetivo aproximar os representantes do Poder Legislativo com a população, sobretudo do interior da Bahia. Visa também a demonstrar como é o funcionamento da Assembleia Legislativa. Além disso, é a oportunidade de os parlamentares conhecerem mais a fundo os problemas que afetam cada região do estado.

No caso do evento em Itabuna, no sul baiano, os membros da comissão não têm dúvida de que a situação das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul vai dominar os debates.

Para chegarem preparados ao evento de Itabuna, os integrantes do colegiado aprovaram um requerimento para a realização de uma audiência com o secretário da Casa Civil, Rui Costa, e outra com representantes da Valec Engenharia, Construções e Ferrovia S/A, empresa responsável pela construção da Fiol. Os parlamentares vão sugerir também aos membros da Comissão do Porto Sul que se preparem de forma conjunta para a Assembleia Itinerante.

 

REQUERIMENTOS

 

Diferentemente das comissões permanentes, a Comissão da Ferrovia Oeste-Leste, por ser especial, não precisou ser reinstalada e nem fazer nova eleição para definição do presidente e vice do colegiado. Os requerimentos foram aprovados em sessão especial, realizada na manhã de ontem. O mesmo acontece com a Comissão do Porto Sul, que também é especial.

"A Assembleia precisa chegar a Itabuna com subsídios porque vai ser cobrada. Precisa apresentar alguma coisa", afirmou a deputada Ivana Bastos (PSD), presidente da Comissão da Ferrovia Oeste-Leste, preocupada com a escassez de informações atualizadas sobre o andamento das obras. A opinião é compartilhada pela unanimidade dos membros do colegiado presentes na sessão realizada ontem.

Primeira a manifestar a preocupação, a deputada Maria del Carmen (PT) chegou a afirmar que é melhor adiar a realização da Assembleia Itinerante do que chegar a Itabuna sem as informações necessárias para as questões que deverão se levantadas. "Essa Casa não pode ir a Itabuna sem ter nenhuma resposta para apresentar à população. Será muito desgastante", afirmou a deputada petista. Foi ela quem sugeriu o encontro com o secretário da Casa Civil.

A deputada Cláudia Oliveira (PSD) reforçou: "Vamos ser cobrados a responder às perguntas que serão direcionadas principalmente aos deputados da região." O deputado Augusto Castro (PSDB) foi além e afirmou que se a Assembleia Itinerante não tiver informações sobre o Porto Sul e a Fiol não terá o que discutir em Itabuna. E aproveitou para criticar o governo baiano: "O único investimento que o Estado tem na região é o Porto Sul."

Os deputados estão dispostos, se necessário, a ir a Brasília conversar com ministros e outros representantes do governo federal para ter maiores informações sobre o andamento das obras. A preocupação é justificada, na avaliação dos integrantes, por se tratar da "maior obra da história da Bahia". A bancada baiana na Câmara federal será acionada pelos colegas do estado para ajudar na colheita de informações.

Em sua mensagem na reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, o governador Jaques Wagner destacou, entre o elenco de projetos do governo, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, como "a maior obra de infraestrutura da história da Bahia", e o Porto Sul. "Juntas, essas obras contribuirão significativamente para aumentar a competitividade da economia baiana, atrair novos investimentos para o seu território e integrar suas regiões econômicas", afirmou o governador na ocasião.

Ao ser completamente concluída, a Fiol ligará Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, em Tocantis, com uma extensão total de 1.527 quilômetros. Os investimentos previstos para a construção da ferrovia são da ordem de R$ 7,25 bilhões. O Porto Sul será o ponto final da ferrovia e ficará no litoral norte de Ilhéus, entre as localidades de Aritaguá e Sambaituba. O custo estimado do empreendimento, que deve gerar 2,5 mil empregos diretos e indiretos, é de R$ 2,6 bilhões.



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