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Temóteo é reconduzido em Direitos Humanos

Publicado em: 29/02/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

A comissão, que tem Gilberto Santana (PTN) como vice, manteve o ritmo dos trabalhos
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A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa retornou ontem aos trabalhos, reelegendo, por unanimidade, os mesmos presidente e vice, os deputados Temóteo Brito (PSD) e Coronel Gilberto Santana (PTN), respectivamente. Além disso, foi mantido, também, o mesmo ritmo de debates e discussões, marca já registrada nas reuniões ordinárias e nas audiências públicas promovidas no âmbito do colegiado.

"Este colegiado tem papel fundamental nos rumos do estado. Temos consciência de que as discussões são bem melindrosas e que envolvem questões bastantes polêmicas, mas contamos com os membros deste colegiado, que vem ao longo dos anos acumulando experiência na vida pública, militando em prol dos direitos humanos, como os deputados Capitão Tadeu (PSB), Sargento Isidório (PSB) e Delegado Deraldo Damasceno (PSL)", destacou o presidente da comissão, Temóteo Brito.

 

DIÁLOGO

 

Preocupados com a iminência de uma nova paralisação da Polícia Militar, o deputado Capitão Tadeu informou que ainda é grande a insatisfação da corporação com o pós-greve, no que diz respeito ao atendimento das reivindicações e, principalmente, em relação às retaliações sofridas por policiais que participaram pacificamente do movimento grevista. "Está havendo várias prisões arbitrárias de policiais. Muitos não cometeram nenhum ato de vandalismo. As três maiores associações de PM não estão satisfeitas com esta atitude. E já ameaçam fazer paralisações", frisou Tadeu.

Sargento Isidório concordou com o colega parlamentar, afirmando que participou de uma reunião das associações, onde pode perceber que o clima ainda é tenso. "Já existe indicativo de parar uma noite. É preciso suspender estas retaliações. Muitas prisões estão sendo feitas de forma arbitrária". Nesse sentido, o presidente da comissão solicitou que os deputados Tadeu e Isidório encaminhem para o colegiado os nomes dos policiais presos injustamente para que a comissão tenha ciência do fato.

Este pedido teve apoio do líder do Governo na casa, o deputado petista Zé Neto, que confirmou a palavra do governador, de não punir quem participou da greve de forma ordeira. "Precisamos ter consciência que não foram só 42 policiais que cometeram vandalismo ou levaram medo para a população. Eu mesmo vi inúmeros PMs com arma em punho e parando ônibus na Avenida Paralela. Eles precisam ser punidos. O limite da democracia é a lei e eles devem ser julgados por ela", ressaltou Neto.



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