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Marcelo Nilo disse que a Bahia vive um momento republicano

Publicado em: 16/02/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Em seu pronunciamento, presidente do Legislativo falou sobre a greve na PM e destacou que ?a democracia exige o irrestrito respeito às leis?
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Em seu discurso na abertura do ano legislativo, logo após a mensagem do governador, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, saudou os presentes, ressaltando em um agradecimento especial as palavras de consideração e apreço dirigidas ao parlamento proferidas pelo governador "Escutei com a devida atenção o pronunciamento de Vossa Excelência fixando metas, linhas de ação e estratégias para o ano de 2012", afirmou.

Ele disse que a reabertura solene dos trabalhos legislativos com a presença do governador do Estado é uma tradição que transcende a formalidade, simbolizando civilidade, democracia e transparência. "Tradição cultivada com zelo por esta Casa Legislativa e pelo conjunto dos 63 deputados que a compõem", destacou.

Marcelo Nilo afirmou que a ocasião é especial para refletir sobre o período decorrido entre janeiro de 2007 e fevereiro de 2012. "A Bahia inaugurou um novo momento social, econômico e político: um momento republicano", ressaltou.

Sobre os acontecimentos ocorridos durante a greve da Polícia Militar, quando a Assembleia Legislativa foi ocupada por militantes do movimento grevista, o presidente do Legislativo disse que o momento não era adequado para se fazer uma análise da oportunidade do movimento ou da justiça das reivindicações. "Mas cabe lembrar que a democracia exige o irrestrito respeito às leis", exortou o presidente.

Segundo Marcelo Nilo, não há sociedade civilizada sem polícia, mas destacou que a função social da polícia, que é a manutenção da democracia e da civilização, passa, necessariamente, por dois pilares básicos: disciplina e hierarquia. "Pilares lamentavelmente rompidos, fato que surpreendeu a Bahia e os baianos submetidos a um sobressalto nos últimos dias."

Marcelo comentou que a paralisação parcial da Polícia Militar afetou a vida de milhões de cidadãos, elevou os índices de criminalidade do estado e acarretou prejuízos ainda não dimensionados. "A Assembleia Legislativa foi militarmente ocupada. Procurei, como era meu dever, intermediar canais de entendimento entre o governo estadual e os grevistas, infelizmente sem êxito", contou o presidente.

A radicalização do movimento e o desrespeito às leis e à segurança da população impuseram que a Assembleia voltasse à normalidade e não se tornasse o epicentro da desordem e da ilegalidade. "É sempre pertinente frisar que a Assembleia Legislativa da Bahia representa o povo baiano. A sua autoridade emana da vontade do povo e tem o dever de se fazer respeitar e cumprir o que se manda a lei", ressaltou Marcelo Nilo.

O presidente reiterou que o Poder Legislativo sempre esteve e sempre estará aberto ao diálogo e à manifestação de todos que nela se fazem representar. "Mas há limite para tudo. Principalmente, quando está em jogo a segurança e a vida dos que participaram e dos que sofreram as consequências da ocupação da Assembleia. Todo o povo baiano quer paz e isso pertence a sua índole", explicou.

Marcelo Nilo destacou que o entendimento proporcionou a desocupação incruenta da Casa, sendo imediato o retorno à normalidade. "A população da Bahia de todos os quadrantes ficou aliviada quando as negociações progrediram e lograram êxito, sem prejuízo para a punição dos responsáveis por atos de vandalismo e outros crimes", disse, registrando a serenidade e firmeza adotada pelo governador Jaques Wagner na condução do grave episódio. "O governador de todos os baianos negociou sem abrir mão da sua autoridade", reiterou.

Propondo que o momento agora é de se olhar para o futuro, Marcelo Nilo garantiu que em 2012 o parlamento cumprirá com os seus deveres – como sempre tem feito – colocando os interesses maiores da Bahia e dos baianos em primeiro plano. "No exercício da presidência, nunca procurei me eximir das responsabilidades impostas pelo cargo, cumprindo sempre com o meu dever para com esta Casa das Leis. Tenho, portanto, a consciência tranquila", afirmou o presidente do parlamento baiano.

Antes do encerramento da sessão solene de abertura dos trabalhos do 2o período da 17a Legislatura, o presidente convidou os presentes a acompanhar, de pé, a execução do Hino da Bahia.



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