O baiano Rômulo Barreto de Almeida, reconhecido nacionalmente por sua atuação nas áreas econômica e do direito, pode dar nome ao Polo Industrial de Camaçari ou Polo Petroquímico de Camaçari, como foi sempre conhecido e para cuja implantação o baiano contribuiu com seu projeto. A proposta está contida no projeto de lei 19.697/2012, do deputado Álvaro Gomes (PCdoB), que batiza o complexo com o nome "Polo Industrial Rômulo Almeida."
Nascido em Salvador, em 18 de agosto de 1914, Rômulo Almeida bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Bahia, em 1933, mas sua atuação profissional sempre se deu nas áreas de planejamento e desenvolvimento econômico. Ao longo de sua carreira, ocupou funções estratégicas nos principais segmentos econômicos do país, como as de diretor do Departamento de Geografia e Estatística do Território do Acre (1941) e assessor da Comissão de Investigação Econômica e Social da Assembleia Nacional Constituinte, em 1946.
BAHIA
Pela Bahi, foi eleito deputado federal, em 1954, e licenciou-se, em abril de 1955, para assumir a Secretaria da Fazenda do Estado. Criou e presidiu a primeira Comissão de Planejamento Econômico do Estado da Bahia; criou e presidiu o Fundo de Desenvolvimento Agroindustrial da Bahia (1957); foi nomeado vice-presidente da Rede Ferroviária Federal (1957) e voltou à Câmara dos Deputados, em julho de 1957, exercendo o mandato até dezembro.
Entre 1957 e 1959, reorganizou o Instituto de Economia e Finanças da Bahia; foi secretário sem pasta para Assuntos do Nordeste, em 1959, no governo de Juraci Magalhães; representou a Bahia na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), junto à qual foi nomeado secretário de Economia; elaborou o projeto da Companhia de Energia Elétrica da Bahia (Coelba).
Também exerceu o magistério superior, como professor substituto da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas do Rio de Janeiro (1942/1943) e professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade da Bahia, da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, do Curso de Planejamento do Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp) e da Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (Ebap-FGV).
BRASIL
Foi membro de diversas subcomissões da Comissão Mista Brasileiro-Americana de Estudos Econômicos – Missão Abbink (1948/1949); oficial-de-gabinete do Gabinete Civil da Presidência da República (1951), quando organizou a Assessoria Econômica da Presidência da República; membro do conselho consultivo da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (1951/1966); consultor econômico da Superintendência da Moeda e do Crédito – Sumoc (1953); presidente do Banco do Nordeste do Brasil (1953); diretor da Companhia Ferro e Aço de Vitória (1961); representante do Brasil junto à Comissão Internacional da Aliança para o Progresso (1961/1966).
Foi ainda diretor da Fundação Casa Popular, da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga, da Empreendimentos Bahia S.A. e da Elétrico – Siderúrgica Bahia S.A., além de presidir a Consultoria de Planejamento Clan S.A. Também foi membro do conselho diretor do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam). Em 1985, foi nomeado diretor de planejamento da área industrial do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cargo que exerceu até o seu falecimento, ocorrido em novembro de 1988.
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