Com foco na criação de uma rede de atendimento para atuar de forma sistematizada no acolhimento, tratamento e reinserção social de usuários de crack e outros tipos de droga, foi lançado ontem, pelo governador Jaques Wagner, o Plano Viver sem Drogas, que define a política pública do Estado para tratar do problema. O evento contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, secretários de Estado, prefeitos, parlamentares, representantes de comunidades indígenas e de entidades da sociedade civil que atuam na área. No total serão investidos R$ 42 milhões pelo governo do Estado.
O Plano, que integra o programa Pacto pela Vida, está dividido em quatro eixos: ampliação e preparação da rede própria do SUS para enfrentamento ao abuso do crack e outras drogas, com aporte de recursos do governo do Estado para o co-financiamento junto com municípios para instalação e funcionamento de Centros de Atenção Psicossocial; preparação e integração das redes de assistência social, ensino público estadual, segurança pública e justiça para a prevenção ao uso do crack e outras drogas; prevenção e reinserção de usuários através de ações nas áreas e comunicação, educação esporte e cultura.
Por fim, o Plano prevê também a criação de um sistema integrado de acolhimento, tratamento e reinserção social de usuários de crack e outras drogas, em parceria com a sociedade civil, de forma complementar ao SUS e ao Suas. A sua coordenação ficará a cargo da Superintendência de Prevenção e Acolhimento aos Usuários de Drogas e Apoio Familiar (Suprad), criada pelo governo do Estado em maio de 2011.
Marcelo Nilo disse que o problema do crack é relativamente recente, mas se alastrou rapidamente na capital baiana e pelo interior do estado. Segundo o presidente da AL, o problema tem que ser tratado como uma questão de Estado e não apenas de governo, e a intervenção deve ser feita através de uma ação conjunta de governo, Ministério Público, mídia e sociedade. “O combate ao abuso de drogas tem que ser tratado como prioridade de Estado, como está sendo feito nesse momento. O crack é uma peste social que pode comprometer o futuro de toda uma geração”, ressaltou o presidente.
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