Autoridades empresariais e públicas de várias regiões do país prestigiaram na noite da última quinta-feira a condecoração do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Gilberto Cavalcante Farias, com a Medalha Luís Eduardo Magalhães. A honraria foi proposta no ano passado pelo então deputado Pedro Alcântara e aprovada por unanimidade. Por conta disso, a Mesa Diretora, propositora da sessão especial, cedeu ao ex-parlamentar a prerrogativa de fazer as honras.
Diante de um plenário lotado de amigos e parentes de Carlos Farias, Alcântara confessou ser "muito difícil homenagear um amigo sem cair no exagero emocional" e referiu-se ao homenageado como "não um irmão de sangue, mas de uma vida inteira". Em seu discurso, ele ressaltou o rigor do Legislativo na concessão da medalha, lembrando que esta é apenas a sexta medalha entregue, seis anos após a última distinção deste tipo. Antes do empresário alagoano, apenas os ex-governadores Antonio Carlos Magalhães, Paulo Souto, César Borges e Otto Alencar haviam sido condecorados e o empresário Jorge Lins Freire.
Alcântara apresentou o currículo de um homem que se dedica há 40 anos ao desenvolvimento do Vale do São Francisco, da Bahia e do Nordeste, desde que assumiu com apenas 26 anos a superintendência da Agrovale, um dos maiores produtores de açúcar e álcool do Nordeste. Multiplicaram-se os empreendimentos e as áreas de atuação de Carlos Farias, mas ele não perdeu "seu jeito simples e educado, de temperamento hábil e conciliador", segundo o ex-deputado, que acrescentou: "É um grande administrador e criador de um ambiente muito saudável nas relações capital e trabalho, entre funcionários e empresas."
AGRADECIMENTO
Ao ocupar a tribuna, Carlos Farias dedicou metade de sua fala para rememorar a importância do ex-deputado Luís Eduardo Magalhães e dizer que agradecia à Casa "com muita emoção e orgulho". Ele se disse surpreso com a indicação, mas também gratificado "por ser reconhecido como alguém que trabalhou pelo desenvolvimento do estado". Ele citou sua experiência de sucesso com a Agrovale, que hoje emprega 4,3 mil pessoas. "Não é demais destacar que, se é difícil ser empresário no Brasil, é muito mais difícil exercer esta atividade no semiárido", disse, dividindo o mérito com o grupo de amigos que iniciou a empreitada.
O empresário reconheceu a importância também do apoio recebido da esposa Betinha e dos filhos Graco, Karine e Crhistianne. "Eles jamais me faltaram nos momentos difíceis". Como vice-presidente da Fieb e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, fez questão de atestar o momento importante da economia baiana, "que cresce em ritmo superior ao registrado no país, especialmente no setor industrial". Neste aspecto, citou a atração de investimento de porte, a exemplo de uma nova montadora de veículos, da Bahia Mineração e do Polo Acrílico. "Eles procuram a Bahia porque sabem que aqui os compromissos são assumidos", enfatizou.
SOLENIDADE
A sessão começou pouco depois das 20h, quando o presidente Marcelo Nilo (PDT) convidou para compor a mesa o vice-governador Otto Alencar, o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Fernando Toledo; o secretário de Administração Penitenciária, Nestor Duarte Neto; o deputado federal José Carlos Araújo, o presidente da Fieb, José de Freitas Mascarenhas, os prefeitos de Juazeiro, Isaac Carvalho, e de Petrolina, Lúcio Lóssio; o chefe da Casa Civil de Salvador, João Leão, os deputados Elmar Nascimento (PR) e Roberto Carlos (PDT) e o ex-deputado Pedro Alcântara.
Nilo então designou uma comissão formada pelos deputados Bruno Reis (PRP), Sandro Régis (PR) e Adolfo Menezes (PSD) para recepcionar o homenageado, que foi aplaudido de pé ao entrar no plenário. Em seguida, todos se perfilaram para ouvir o Hino Nacional. O presidente convidou a esposa e os filhos para entregar a medalha, juntamente com o vice-governador e Alcântara. O protocolo se encerrou com a assinatura de Carlos Farias no Livro de Registro da AL.
Antes de encerrar a sessão, que foi seguida por um coquetel, o presidente disse que "a vida pública geralmente nos dá grandes alegrias", como a de ontem e a sessão em que foi aprovada por unanimidade a honraria. Ele ressaltou a rigidez na apreciação dos currículos dos nomes apresentados, mas no caso de Farias "foi dispensada a avaliação, vez que todos os baianos conhecem os serviços prestados" deste alagoano, tornado baiano em 2004 por concessão de título também proposto por Pedro Alcântara.
Destacaram-se no plenário ainda as presenças dos deputados federais Daniel Almeida e Jorge Khoury, e dos ex-deputados Gaban, Clóvis Ferraz e Félix Mendonça. Carlos Farias destacou ainda a vinda dos irmãos Luís Romero, Augusto Farias, Ana e Eleusa Farias, além da cunhada Jaqueline, dos genros João Vilela e Rodrigo Colaço e da nora Andréa Farias.
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