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Galo lamenta morte do jesuíta Javier López

Publicado em: 16/09/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Petista destacou trabalho do padre no Colégio Antônio Vieira, na Fundipesca e na OAF
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Em virtude do falecimento do padre jesuíta Francisco Javier Barturen López, vítima de um acidente vascular cerebral aos 81 anos, na manhã do dia 25 de agosto, o deputado Marcelino Galo (PT) apresentou moção de pesar à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Padre Barturen, como ficou conhecido, residia no Brasil há mais de 50 anos e atuou no Colégio Antônio Vieira, na Congregação Mariana Universitária (CMU), no Centro para o Desenvolvimento de Comunidades Pesqueiras e Artesanais (Fundipesca) e na Organização de Auxílio Fraterno (OAF).
De acordo com o documento apresentado pelo deputado, Barturen formou-se em Ciências Humanas, Filosofia, Teologia e Sociologia, além de ter se dedicado à pesca há 30 anos. Segundo Marcelino Galo, o padre jesuíta dirigiu o Centro Universitário Padre Torrend, em Salvador.
Já em 1962, Barturen criou a CMU, onde realizou caravanas pelo interior da Bahia e inspirou o governo brasileiro a criar o Projeto Rondon. Coordenado pelo Ministério da Defesa com apoio das Forças Armadas, o Rondon promove integração social através da participação voluntária de mais de 100 mil estudantes universitários por ano, na busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes e ampliem o bem-estar da população.
Ainda com base nas informações expostas pelo petista, Barturen fundou a Fundipesca, em 1982, onde exerceu a função de gerente executivo e desenvolveu um trabalho com comunidades pesqueiras de todo o Estado. Além disso, por meio de projetos de capacitação, dedicou-se às áreas de saúde, educação, meio ambiente e emprego e renda. Atualmente, a Fundipesca desenvolve suas atividades em parceria com entidades religiosas, civis, governamentais, prefeituras, universidades e entidades representativas de pescadores. De 1998 a dezembro de 1999, o padre jesuíta esteve à frente da presidência do Instituto de Desenvolvimento Sustentável (Ides) do Baixo Sul da Bahia e coordenou o estudo de Desenvolvimento Econômico e Social da Província do Estado (Projeto Pescarte – CMU/Sudepe). Em 1978, criou o projeto de educação na Ilha de Maré, onde fundou sete instituições de ensino infantil e fundamental.
De 1984 a 1986, em parceria com a Fundação Educar, implantou 24 escolas de alfabetização de adultos no Litoral Norte da Bahia. No ano de 1989, coordenou a comissão para discussão sobre Impactos Sociais e Ambientais do Projeto Celulose, da Copener, empresa de reflorestamento sediada em Alagoinhas. Em 1992, padre Barturen foi homenageado pelo Governo Vasco, na Espanha, com o título de – Al Cooperante Vasco. Nesse período até o ano 2000, montou e administrou cinco escolas de alfabetização de adultos, financiado pelo Colégio Antônio Vieira, dos Jesuítas. De 1994 a 1996, Barturen foi assessor religioso da Associação dos Dirigentes Cristianos e Empresariais da Bahia (ADCE).
"Não restam dúvidas da importância dessa ilustre personalidade, que tanto se doou para ajudar a quem necessitava durante toda a sua vida. Gostaria de encaminhar, por meio desta Casa Legislativa, a presente moção aos familiares do padre Barturen e à Fundipesca, entidade sem fins lucrativos fundada pelo jesuíta por acreditar no ser humano e na capacidade das pessoas e dos povos", afirmou Marcelino Galo.



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