Os 80 anos de emancipação política do município de Cipó, comemorados no último dia 8, foram registrados na Assembleia Legislativa pelo deputado Gildásio Penedo Filho (DEM). Em moção de congratulações apresentada à Secretaria Geral da Mesa da Casa, Penedo fez um breve histórico do município.
Situado à margem direita do Rio Itapicuru, Cipó é um balneário de águas termais e ponto de apoio para quem cruza a BR-110. As primeiras informações sobre Caldas do Cipó datam do século XVIII, a partir de 1730, quando o donatário da sesmaria de Itapicuru de Cima, o padre Antonio Monteiro Freire, propagandeou as propriedades das águas termais ali existentes, levando ao conhecimento do vice-rei brasileiro da época. Cerca de um século depois, em 1829, o governo provincial fez construir no local uma casa para os banhos, que foi concluída dois anos depois e que ficou conhecida como Mãe-D’Água de Cipó.
Em 1843, outra casa foi construída, sendo conhecida como Casa da Nação. A fama das propriedades medicinais daquelas águas termais foi crescente, mas só no século XX foi erguido ali um balneário, pois em 1928 foi concedida a permissão para que se explorasse comercialmente aquelas águas – momento em que houve um significativo impulso de progresso nessa localidade do sertão baiano. Assim, os decretos estaduais de 23 de junho e 5 de agosto de 1931 criaram o município de Caldas de Cipó, com território desmembrado dos municípios atualmente denominados Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Nova Soure e Tucano, sendo fixado como sede o arraial de Cipó. Depois houve a restauração dos territórios desses municípios que, com denominação anterior, haviam sido extintos, ficando Caldas de Cipó apenas com a área de sua sede, elevada à categoria de cidade em 30 de março de 1938.
Atualmente, o município possui prédios históricos como a Escola Estadual Getúlio Vargas e o Grande Hotel Caldas de Cipó, empreendimento grandioso que chama a atenção pela imponência de sua arquitetura. O hotel levou oito anos para ser totalmente construído e foi inaugurado em 24 de junho de 1952, pelo então presidente da República, Getúlio Vargas.
"Nesta moção, exaltamos o nome do ex-prefeito José Wilson Dantas Britto, homem honesto que prestou relevantes serviços à polução cipoense quando esteve à frente da administração municipal. Promoveu progresso, desenvolvimento econômico e social, proporcionando uma melhor condição de vida a toda a população", disse Gildásio Penedo.
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