O programa de exposições artísticas da Assembleia executado pela Escola do Legislativo dá seguimento a sua programação com os trabalhos produzidos pelo artista plástico Léo Santana, 29, na Casa Legislativa da Bahia. Trazendo a temática África como fonte de inspiração, a exposição prosseguirá até sexta-feira ao meio-dia no saguão Senador Josaphat Marinho, na entrada da Casa.
Para Léo Santana, a oportunidade aberta para mostrar seus trabalhos na Assembleia é de extrema validade, pois permite apresentá-lo ao variado público que frequenta o Poder Legislativo. Ele valorizou ainda mais a possibilidade, pois, mesmo que esteja realizando a sua 20ª exposição, a realidade de dificuldades é grande para quem possui vocação artística e deseja "viver de arte" em Salvador.
Autodidata no mundo das artes desde 2001, Léo tem trabalhos feitos de argila, resina, papietagem e PVC, técnica descoberta pelo artista através de pesquisa e experimentos. As 13 obras expostas pelo artista são esculturas e máscaras em papietá e resina com representações dos orixás. Em 2004, expôs pela primeira vez na Casa do Benin, no Pelourinho, e, de lá até esta semana, já participou de 20 exposições ao longo destes sete anos.
O artista ressaltou a importância e oportunidade de apresentar seus belíssimos trabalhos e fazer novos e promissores contatos. Ao abordar a dificuldade de sobrevier de sua atividade em Salvador, Léo Santana lamentou que tenha de somar a isso inúmeros casos de não reconhecimento do seu trabalho, por falta da cultura de consumir arte na cidade.
Artista plástico com a sensibilidade à flor da pele, ele ampliou com os anos as técnicas e modalidades de expressão, pois atua como pintor, escultor, designer de ambientes, desenhista e tantos outros dotes artísticos. Seus trabalhos, na grande maioria, seguem um tema africano e são pautados nas linguagens congo, nagô e angola. Também é evidente em sua obra a influência do candomblé.
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