Aproveitando a passagem do aniversário de 462 anos de fundação da cidade de Salvador, o deputado Álvaro Gomes (PC do B) propôs uma reflexão sobre a capital baiana e o significado dela na vida de cada soteropolitano. O parlamentar apresentou moção de congratulações à Mesa Diretora da Casa. "Para falar um pouco daquela memória reservada ao espaço do meu afeto, que revela uma cidade que é minha, mas não só minha, desde quando essa mesma memória também compõe a mesma cidade", disse.
Gomes ressalta que é necessário ter em mente que a cidade não se constitui apenas por ruas, avenidas, bairros, praças, paisagens, monumentos, enfim, de seu acervo físico. Segundo ele, há muito tempo, a concepção de cidade ultrapassou os limites dos muros e possui, atualmente, uma acepção abstrata. "Ela também se faz de memória, vida, cultura, histórias e estórias. As relações humanas dão a cada cidade uma configuração própria, que nos permite aprender como um espírito citadino", disse.
O deputado argumenta que, no ensejo da comemoração da fundação de Salvador, torna-se necessário refletir quanto às políticas que garantam uma cidade mais humana, justa socialmente, ambientalmente sustentável, com geração de emprego e renda e a diminuição das desigualdades sociais.
"Assim, se essa memória afetiva dá forma a Salvador, podemos afirmar que cada cidade é aquilo que fazemos dela. Suas belezas e seus encantos amplamente divulgados nos encartes turísticos são oriundos das relações humanas que a compõem; mas também o são suas mazelas e seus problemas", disse.
Salvador foi fundada em 29 de março de 1549 por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, em cumprimento de ordem proferida pelo rei de Portugal, D. João III, que desejava constituir uma cidade-fortaleza para a defesa da terra achada e ainda não totalmente ocupada. Foi capital e sede da administração colonial do Brasil até 1763.
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