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Neusa exalta ASA e MOC pela conquista de prêmio

Publicado em: 29/03/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputada do PT elogiou atuação das entidades
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A experiência do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), desenvolvido pela Articulação do Semi-árido (ASA) e pelo Movimento de Organização Comunitária (MOC) rendeu às organizações o Prêmio ANU 2010. A premiação foi exaltada na Casa em moção de congratulações apresentada pela deputada Neusa Cadore (PT). "O Prêmio ANU é muito mais do que um prêmio, muito mais do que um símbolo. É, sim, o sentimento de vitória dos que nasceram supostamente derrotados", disse.
De acordo com a parlamentar, esse projeto realizado pela Cufa – Central Única das Favelas – tem como principal objetivo destacar ações de toda natureza desenvolvidas dentro de favelas de todos os estados do Brasil que contribuam para a evolução e revolução social desses espaços, identificando ações que ofereçam um novo significado para esses territórios e novas formas de convivência.
O Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: Um Milhão de Cisternas Rurais foi iniciado pela Articulação no Semi-Árido Brasileiro no ano de 2003. Desde então, vem desencadeando um movimento de articulação e de convivência sustentável com o ecossistema do Semi-Árido, através do fortalecimento da sociedade civil, da mobilização, envolvimento e capacitação das famílias, com uma proposta de educação processual.
"O objetivo do P1MC é beneficiar cerca de 5 milhões de pessoas em toda região semiárida com água potável e para cozinhar, através das cisternas de placas. Até dezembro de 2010 já tinham sido construídas 322 mil cisternas em todo o semiárido brasileiro. Muitas dessas cisternas com recursos oriundos da parceria com a organização e o governo federal", esclarece Cadore.
A comunidade rural de Cajazeiras, em Conceição do Coité (BA), é a experiência representada pelo P1MC através de um vídeo de divulgação da iniciativa. Nesta comunidade, diversas famílias foram contempladas pelas cisternas por intermédio da Articulação do Semi-árido Baiano (ASA) e do Movimento de Organização Comunitária (MOC).
Entre estas famílias que tiveram a vida transformada após receber a cisterna, está a família de Dona Florzinha. Nascida e criada na comunidade de Cajazeiras, ela relata momentos antes e após o recebimento da cisterna. Segundo ela, a cisterna traz consigo a esperança da água de qualidade para beber, cozinhar, lavar e também fortalece a mobilização política das famílias.
"As pessoas passaram a perceber a importância da organização comunitária e iniciaram o processo de luta para alcançar outros projetos que contribuem para a sustentabilidade local. É conquistando um sonho e começando a sonhar outro, porque assim todos nós ganhamos e melhoramos de vida", afirma Dona Florzinha.



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