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Parlamentares homenageiam Salvador

Publicado em: 29/03/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Os parlamentares Alan Sanches (PMDB), Bruno Reis (PRP) e Capitão Tadeu (PSB) fizeram questão de elogiar a cidade na Assembleia
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"Na qualidade de deputado estadual, deixo registrado nos anais da Assembleia Legislativa a nossa alegria e os nossos parabéns a toda a população desse município tão amado", disse ontem Alan Sanches (PMDB), em moção de congratulações a Salvador, pela passagem dos 462 anos.
No documento, ele deseja a todos os cidadãos soteropolitanos votos de progresso e prosperidade, conclamando ainda "os governantes desta cidade agraciada por Deus com tanta beleza, um maior comprometimento com as políticas públicas, com o desenvolvimento social e econômico."
Sanches aproveita a moção para reafirmar que a cidade pode contar com seus préstimos como parlamentar. "Homenageio o município e seu povo tão alegre e festivo, mas, sobretudo, incansáveis no labor diário."
" A história da cidade de Salvador remonta a 48 anos antes de sua fundação, quando foi descoberta a Baía de Todos os Santos, em 1501", conta o deputado ao iniciar a narrativa da saga da capital baiana. Sanches cita passagens da história, como a chegada de Thomé de Sousa para iniciar a construção de Salvador, a chegada dos primeiros escravos e a sua participação nas batalhas do Dois de Julho.
A vocação turística local também foi lembrada. "Salvador recebe, em média, 800 mil visitantes vindos de municípios localizados a menos de 150 quilômetros de distância e de diversos estados brasileiros e países do mundo", explicou, referindo-se à movimentação provocada pelo Carnaval.

CULTURA

O 462o aniversário de fundação da cidade de Salvador foi lembrado na Assembleia Legislativa pelo deputado Bruno Reis (PRP), que solicitou inserção nos anais da Casa de moção de congratulações.
O parlamentar destaca que, fundada em 29 de março de 1549, menos de 50 anos após o descobrimento do Brasil, Salvador foi a primeira capital do país. Posição que manteve por mais de dois séculos (1549/1763), quando a sede do Vice-Reino foi transferida para o Rio de Janeiro. Ao longo dos seus primeiros três séculos, Salvador serviu de palco para os acontecimentos mais marcantes do país e se transformou na principal cidade do Atlântico Sul. A partir de 1550, chegaram a Salvador os primeiros escravos, vindos da Nigéria, Angola, Senegal, Moçambique, Congo, Benin e Etiópia. "Nossa capital herdou costumes e tradições da África e a integração de culturas possibilitou a criação de uma identidade única, o surgimento da cultura afro-brasileira", afirma Reis.
Segundo Bruno, atualmente, a capital baiana, que é a terceira maior metrópole do país, é uma das cidades mais conhecidas no mundo pelas belezas naturais, por seu polo irradiador de cultura, pela miscigenação do seu povo e, principalmente, pelo Carnaval. São mais de 50 quilômetros de praias, igrejas e casarões construídos nos séculos 16, 17 e 18. "Uma capital que convive harmonicamente com o passado e o presente, um orgulho para todos os brasileiros", define o deputado, que ressalta o reconhecimento de um dos maiores cartões -postais do Brasil, o centro histórico de Salvador, como Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

RIQUEZA

O deputado Capitão Tadeu (PSB) parabenizou os soteropolitanos e todos aqueles que residem em Salvador pelo transcurso do 462o aniversário da cidade, primeira capital do país, que teve a pedra fundamental lançada pelo primeiro governador-geral do Brasil, Thomé de Souza, no dia 29 de março de 1549, através de moção de aplauso que apresentou à Assembleia Legislativa. Entende o deputado socialista que Salvador é uma síntese da Bahia, com seu povo alegre, criativo, batalhador e herdeiro de uma riqueza cultural sem igual.
Para o deputado, ao mandar colocar aquela pedra fundamental há quase 500 anos não poderia imaginar o fundador da nossa cidade que "ali nasceria uma cidade especial, diferenciada e apaixonante", que apesar de ter deixado de ser a capital do país (a função foi transferida para o Rio de Janeiro pela Coroa Portuguesa em 1763), "foi a cidade em que o Brasil se tornou mais brasileiro". Sustenta esta afirmação lembrando o fato de que foi na Bahia que ocorreu a mais bem sucedida miscigenação entre negros, índios e brancos.
"Talvez por isso tenhamos tantos talentos e um povo tão maravilhoso e singular", frisou o deputado do PSB, que se ampara em informações do IBGE, do censo do ano passado, para afirmar que na Bahia reside a maior população negra do mundo fora da África. O Capitão Tadeu registra a importância da influência africana entre os baianos, citando a força de ícones de Salvador como o jogo da capoeira, o sincretismo religioso, e "as baianas que encantam o mundo com seu charme e acarajés."
Mas essa elegia para com a cidade não afasta a existência de problemas que o parlamentar igualmente registrou como uma nota triste nesse momento de comemoração. Em especial no que diz respeito ao recrudescimento da violência, que classificou como chaga gravíssima "que tem abatido nossos jovens". Porém, o deputado Capitão Tadeu considera que temos a força "e capacidade para resolver esses problemas um a um, usando para tal o que temos de melhor". Como chaves para a busca dessas soluções apontou a inteligência, o otimismo e a capacidade de rever posições. O parlamentar encerrou a moção de aplauso colocando-se à disposição de Salvador: "Mantenho-me onde sempre estive, de prontidão para ajudar Salvador a achar as soluções que nosso lindo povo tanto merece."



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