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Aniversário do PMDB é destacado na Assembleia por Luciano Simões

Publicado em: 25/03/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Peemedebista afirmou que a legenda sempre esteve na linha de frente contra a ditadura militar
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Os 45 anos de fundação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) foram comemorados na Assembleia Legislativa pelo deputado Luciano Simões (PMDB), líder da bancada do partido na Casa, através de moção que protocolou junto à Secretaria Geral da Mesa, congratulando-se com as centenas de milhares de brasileiros filiados à legenda que está representada em todos os 4.671 municípios brasileiros. O parlamentar é um dos decanos do Legislativo estadual, onde cumpre o sétimo mandato e considera o seu partido mais que um simples sucedâneo do MDB, legenda de oposição ao regime militar criada em 1966 quando as legendas anteriores foram dissolvidas e proibidas – sendo em essência o mesmo partido.
Para ele, em 1985, quando o quadro partidário foi ampliado e os partidos de esquerda até então abrigados no MDB puderam voltar à legalidade, não houve de fato a criação de um novo partido, pois os militantes e a estrutura permaneceram, sendo acrescida ao nome da sigla a palavra Partido, uma exigência legal, permanecendo na agremiação o elan existente quando da sua criação. O parlamentar aproveitou a moção de congratulações para fazer um breve histórico do PMDB e de suas figuras maiores, como os "saudosos" Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, ícones peemedebistas que se confundem com a história do Brasil, bem como a do próprio partido.

DIRETAS

Luciano Simões lembra que o PMDB sempre esteve na linha de frente contra a ditadura militar, liderou a campanha cívica em favor das eleições diretas – Diretas Já – e elegeu o primeiro presidente civil do país, encerrando o ciclo dos generais-presidentes. "Em todo esse tempo, o partido se manteve em movimento (em consonância com sua denominação), com contradições, abrigando vários tipos de ideologia e tendências políticas e ainda gestando outras legendas, mas sempre se manteve no centro das discussões na queda e após o regime militar", frisou. Para o deputado, ao se comemorar e tratar dos 45 anos de seu partido, é preciso não só falar da história do Brasil, mas de praticamente todos os partidos políticos existentes à sua esquerda ou à sua direita.
O peemedebista lembra que, após a renúncia do presidente Jânio Quadros em 1961, a posse do vice João Goulart acabou desaguando no golpe militar de 31 de março de 1964 e na instituição de um regime autoritário com verniz legislativo – mas com o Poder Legislativo e o Judiciário subordinados ao Executivo. O Ato Institucional de número 2, de 21 de outubro de 1965, extinguiu 13 partidos e criou apenas dois, o MDB e a Aliança Renovadora Nacional, Arena, legenda de apoio ao governo. Portanto, um partido apoiava quase compulsoriamente o governo e o outro fazia oposição.
Foi nesse cenário duro, com as eleições para a Presidência da República e governadores dos estados não sendo mais diretas, bem como das prefeituras das capitais e cidades consideradas de "segurança nacional" que as forças democráticas brasileiras se articularam no MDB. Note-se que muito dos próceres políticos, líderes estudantis e sindicais foram alijados da vida pública através de cassações sumárias de seus direitos políticos por uma década, registrou. Mas esses obstáculos foram insuficientes para deter o avanço dos democratas, excetuando-se os segmentos da extrema esquerda que optaram pela luta armada, opção que a história mostrou ser um combate desigual.
Apesar dos obstáculos e as eleições sendo realizadas apenas para o Congresso Nacional, assembleias legislativas, prefeituras e câmaras municipais, sob rígida censura e com a legislação sendo alterada para garantir a vitória da Arena, o MDB floresceu, ensina Luciano Simões. Para ele, um marco da evolução aconteceu com o fim do bipartidarismo e, apesar da derrota inesperada de Fernando Henrique Cardoso para Jânio Quadros nas eleições para a prefeitura de São Paulo (que voltaram a ser diretas), o crescimento do partido foi constante, especialmente após a grande vitória nas eleições para o Legislativo federal nas eleições de 1974.
Ele lembrou o impacto representado pela vitória, ainda no Colégio Eleitoral, de Tancredo Neves, da importância do Plano Cruzado, quando o seu partido venceu as eleições de norte a sul, elegendo todos os governadores exceto o de Sergipe, 44 senadores e 260 deputados federais – tornando-se hegemônico no Congresso Nacional e na Constituinte, quando a nova Carta reconciliou a nação. Outra data destacada pelo peemedebista foi o 15 de junho de 2002, quando a agremiação em convenção nacional optou por se coligar com o PSDB (que saiu de suas entranhas) para disputar a Presidência da República e se projetar mais uma vez na política nacional, indicando a deputada Rita Camata para ser candidata à vice-presidência de José Serra.
Esta decisão, contudo, não foi unânime, e alguns peemedebistas apoiaram Luiz Inácio Lula da Silva em sua primeira vitória nas eleições presidenciais. Nas eleições passadas, o apoio do PMDB foi indispensável para a vitória da presidente Dilma Rousseff, enfatiza Luciano Simões, que louva a posição de seu correligionário Michel Temer, guindado pelo voto dos brasileiros ao posto de vice-presidente da República. No encerramento da moção de congratulações, ele parabeniza, em especial, Temer, também presidente nacional da legenda e o presidente regional do PMDB, deputado Lúcio Vieira Lima, bem como os demais deputados federais e estaduais da agremiação.



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