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Assembleia realiza sessão para homenagear os 150 anos da Caixa

Publicado em: 21/03/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

A mesa dos trabalhos contou com a participação de representantes do governo e da sociedade civil
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"A importância e o protagonismo dessa instituição causam orgulho a todo o povo brasileiro. Prestar esta homenagem é uma honra e uma imensa responsabilidade". Assim, a deputada proponente da sessão especial em comemoração aos 150 anos da Caixa, deputada Maria Del Carmem (PT), iniciou o seu discurso, na última sexta-feira, no plenário da Assembleia Legislativa.
Esta, que foi a primeira sessão solene de 2011, contou com a presença de muitas autoridades e da sociedade civil, que buscaram de alguma forma prestar a sua homenagem ao maior banco público da América Latina. A pluralidade necessária para que a instituição consiga atender com eficácia ao leque de serviços e programas que ela abarca pode ser observada na composição da mesa. A convite do presidente da Casa, Marcelo Nilo, que abriu os trabalhos, importantes nomes dos poderes Legislativo, Executivo (estadual e municipal), da sociedade civil organizada, empresários, movimento social e da instituição homenageada assumiram a posição de destaque no plenário.
O secretário estadual da Fazenda do Estado, Carlos Martins, que representou o governador Jaques Wagner, afirmou que se o chefe do Executivo estivesse presente, com certeza, resumiria o discurso em uma simples sentença: "Muito obrigado, Caixa!". De acordo com o secretário, a instituição deve ser parabenizada por tudo o que está possibilitando na Bahia. Um exemplo concreto, relatou, foi o recorde atingido no Estado pelo programa Minha Casa, Minha vida na faixa de 0 a três salários mínimos.

MISSÃO

"A Caixa recebeu a missão de ser o braço operacional dos programas do governo federal. Lula foi fundamental na recuperação da instituição. E Dilma está prosseguindo com esta missão", afirmou Del Carmem, que relembrou a distinção de tratamento dado às empresas estatais nos governos da década de 90 para o Governo Lula. Quem rememorou também a luta contra as privatizações foi o deputado Álvaro Gomes (PCdoB). Essa mesma visão foi comungada pelo deputado federal Nelson Pelegrino (PT), que ressaltou o desempenho positivo do Brasil perante a crise de 2008, graças ao incentivo do governo federal a estatais, como Banco do Nordeste, BNDES e, especialmente, a Caixa, que investiram em programas habitacionais, disponibilidade de crédito e fomento de negócios, gerando emprego e renda para a população.
Na mesma linha, a presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, enfatizou o reconhecimento do governo em relação à importância da instituição para o país. "Somos o grande banco federativo. Sabemos da nossa responsabilidade e desafios. E por isso continuaremos trabalhando com dedicação e seriedade para sermos merecedores da confiança de cada brasileiro."
Maria Fernanda destacou que a política adotada pelo governo federal nos últimos oito anos trouxe inúmeras melhorias. Mais de 7 milhões de pessoas puderam abrir uma conta bancária e obter crédito, em virtude de formas menos burocráticas e facilidades de acesso. Em 2010, segundo a presidente, foi concedido pelo banco cerca de R$ 180 bilhões em concessão de crédito, e até o terceiro mês de 2011, já foi disponibilizado meio bilhão de reais em crédito, apenas na Bahia.
A eminência de crescimento das operações do banco no Estado, sedimentada pela continuidade dos programas como Minha Casa, Minha Vida e PAC, sinalizados pela presidente Dilma, fez com que uma demanda antiga fosse atendida, a criação de mais uma superintendência para a Bahia, anunciada ainda para este ano pelo vice- presidente da Caixa, Jorge Hereda.
Até 2023, o programa habitacional do governo federal prevê a instalação de 2 milhões de residências na Bahia. Diante dessa expectativa, o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário, Nelson Sá, desejou vida longa à Caixa, considerando imprescindível a presença do banco para concretizar moradias para os baianos. Carlos Alberto Vieira, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil, entende que esta parceria harmônica entre a Caixa e a sociedade civil organizada se dá pelo diálogo e pela credibilidade e transparência da instituição.

HISTÓRICO

Fundada em 12 de janeiro de 1861, através de decreto assinado por D. Pedro II, a Caixa foi criada com a missão de ser o "cofre seguro das classes menos favorecidas", como chamou na época o Visconde do Rio Branco. A princípio, apenas pequenas quantias eram depositadas e o mais comum era a abertura de contas para filhos e netos. Foi a possibilidade que escravos tiveram de guardar um dinheiro para a compra da liberdade e donas de casa de armazenar as suas pequenas economias. Durante estes 150 anos, a Caixa esteve presente em marcantes momentos históricos do Brasil. Desde a assinatura da Lei Áurea à proclamação da república, o banco participou, construindo sua história junto com a do país. "A coerência dessa trajetória, a congruência entre os princípios e valores que orientam a empresa e a ação que realiza para promover o desenvolvimento regional e ambientalmente equilibrado, explica a permanência da instituição no tempo", diz Del Carmem.
Hoje, a Caixa conta com mais de 80 mil funcionários, trabalhando em mais de 2 mil agências e 17 mil pontos de atendimento espalhados por todos os 5.561 municípios brasileiros. "Nós, bancários da Caixa, temos orgulho de ser um funcionário da Caixa. Não somos melhor, nem pior, somos diferentes". Palavras do representante do Sindicato dos Bancários, Emanoel Souza, que afirma que o sentimento dos colaboradores é que a Caixa é "um banco com alma".



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