O Dia Internacional da Mulher, criado em homenagem às 129 operárias que morreram queimadas numa ação policial para conter a manifestação ocorrida em uma fábrica de tecidos, recebeu votos de congratulações e solidariedade da deputada Ivana Bastos (PMDB). Elas lutavam em Nova Iorque, Estados Unidos, pela diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade. "Temos ciência que histórias de discriminação e violência contra a mulher ainda fazem parte do cotidiano. São muitas as vítimas de violência doméstica, preconceito, assédio moral, sexual, entre outros tipos de violência física e psicológica", disse a deputada.
Ela destacou o espírito guerreiro da mulher, a luta das trabalhadoras pela sobrevivência e a participação cada vez maior da mulher baiana nos diversos segmentos da vida social. "Como representante e mulher do sudoeste do estado, gostaria também de colaborar para dar visibilidade à presença feminina nos espaços de poder e também mobilizar os atores sociais e setores do governo para efetivamente promoverem políticas públicas que possam cada vez mais erradicar a violência, a discriminação, e que acelere o processo de inclusão nos diferentes espaços de poder da sociedade."
Citou o exemplo da presidenta Dilma Rousseff, para chamar a atenção do papel e da dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, da percepção do seu papel na sociedade. "Somos um país em que as mulheres correspondem, hoje, a cerca de 41% da população economicamente ativa, 31 milhões de trabalhadoras, e mais de 25% das famílias do país são por elas chefiadas. Com maior nível de instrução que os homens, não exercem funções compatíveis com a sua formação, ocupam, em maior percentual, postos mais precários, além de terem menor remuneração", destacou.
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