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Beth Wagner faz palestra sobre a situação do meio ambiente

Publicado em: 03/03/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Ex-diretora do IMA disse que a área florestal precisa de uma atenção especial e muita cautela
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A primeira reunião da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos foi marcada pela presença da experiente ex-diretora do Instituto de Meio Ambiente (IMA), Beth Wagner. No encontro, ela fez um rápida diagnóstico sobre a atual situação do meio ambiente no Estado e sua relação com o passado.
A ex-diretora iniciou sua explanação lembrando que a Bahia foi um dos primeiros Estados a inaugurar um sistema para tratar da questão ambiental no Brasil, sob a Lei 3.163, de 4 de outubro de 1973, organizando o primeiro colegiado ambiental do país, o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Cepram) e o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Ceped). Para Beth Wagner, a criação do órgão de controle ambiental no Ceped e, posteriormente, do Centro de Recursos Ambientais (CRA) sob a Secretaria do Planejamento foi um passo extremamente importante e positivo, devido a sua localização numa área sistêmica no Estado.
Ainda segundo ela, desde então, o órgão passou a constituir uma cultura de tratamento das questões ambientais e formou quadros importantes voltados para o pensamento das temáticas ambientais, não restritas apenas às fronteiras da Bahia. Entretanto, Beth afirmou que a própria área de planejamento não compreendeu a importância de sua tarefa, e a persistência do problema foi adquirindo contornos de cronicidade, tornando-se preocupante com o passar do tempo, por não conseguir corresponder ao amadurecimento da sociedade a respeito da questão ambiental.
De acordo com Beth Wagner, no ano de 2007, pode-se perceber que, ainda que muito fragmentada, foi possível o redirecionamento da área, aproveitando o que havia de inédito no órgão ambiental da Bahia: áreas com missão de tratar de ativos ambientais. "O fato é que na Bahia havia um órgão ambiental, que bem ou mal admitia em sua própria estrutura espaços para o tratamento mais amplo das questões ambientais, através dos Estudos Avançados e de Projetos", reafirmou ela.
Para a ex-diretora, a área florestal precisa de uma atenção especial e muita cautela com os próximos passos que serão dados, levando em consideração que o meio ambiente é avaliado como um tema de importância para o país e para toda a vida humana.
Na reunião, Beth também ressaltou pontos de grande visibilidade sobre o tema tratado, como a preocupação com a falácia de que a área ambiental é um obstáculo para o crescimento empresarial. "Temos avançado muito com a questão das licenças ambientais, mas as pessoas precisam entender que temos o dever de nos preocupar com o "cartório de licenças", destacou.
Outro ponto importante tratado pela ex-diretora refere-se à necessidade de realização de concursos públicos ou a contratação de técnicos de "carreira" para que o funcionário possa ter um salário melhor. Ainda segundo ela, o atual salário dos técnicos de meio ambiente não permitem que o funcionário se mantenham muito tempo no órgão. "Quando eles se tornam mais experientes, acabam sendo contratados por outras empresas que oferecem salários melhores", explicou Beth.
O presidente da comissão, deputado Adolfo Viana (PSDB), agradeceu a apresentação da ex-diretora do IMA, que, segundo ele, muito agregará conhecimento à atuação da comissão na busca pela preservação e melhoria do meio ambiente na Bahia. O vice-presidente e também defensor da causa ambiental, deputado Eures Ribeiro (PV), parabenizou a convidada e sugeriu que os membros da comissão fizessem uma visita ao secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Splenger, com a finalidade do grupo se informar sobre a atual situação do meio ambiente no Estado.



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