O presidente da Assembleia Legislativa recebeu ontem pela manhã o Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia, que pediu a intermediação de Marcelo Nilo para que sejam retomadas as negociações entre os docentes e o governo do Estado. O entendimento entre as partes foi interrompido em dezembro do ano passado, quando da finalização da campanha salarial dos professores universitários.
Os reitores querem a incorporação aos salários da gratificação de 70% de CET (Condição Especial de Trabalho) e a retirada da cláusula que fixa em 2015 o ano em que novas reivindicações salariais podem voltar à mesa de negociação. Esta imposição provocou o impasse. Marcelo Nilo (PDT) comprometeu-se em levar a proposta ao secretário da Educação, Osvaldo Barreto, e, se for preciso, conversar com o governador Jaques Wagner.
Segundo José Carlos Barreto de Santana, presidente do fórum e reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana, o problema reside exatamente no último item do acordo, que deve ser suprimido para que as conversações voltem ao bom termo que alcançaram durante a campanha salarial do ano passado. Os docentes entendem que, ao determinar que aumento de salário só pode voltar a ser reivindicado em quatro anos, o governo estaria "tirando o poder da categoria de fazer campanha salarial". Opinião semelhante tem a deputada Kelly Magalhães (PC do B), convidada a participar do encontro.
Participaram da reunião de ontem com o presidente Marcelo Nilo, além de José Carlos Barreto (Uefs), os reitores das universidades estaduais do Sudoeste, Paulo Roberto Pinto Alves, e de Santa Cruz, Antônio Joaquim Bastos, além de Lourival Valentim da Silva, da Uneb, todos membros do Fórum de Reitores.
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