O município de Tancredo Neves comemorou, no dia 24 deste mês, seu vigésimo segundo aniversário de emancipação político-administrativa. O deputado Aderbal Caldas (PP) congratulou-se com a população local, apresentando moção na Assembleia Legislativa.
Os informes históricos relatam a origem da cidade, em meados de 1840, quando a área passou a ser conhecida como Tabuleiro de Liberina. Deveu-se a uma barraca de palha situada à margem da estrada que interligava diversas propriedades rurais de cidades próximas – Aratuípe, Nazaré e Valença. Comenta-se que essa barraca teria sido mandada edificar por uma mulher chamada Liberina.
Nesse ponto comercial eram fornecidos alimentos e bebidas aos tropeiros que circulavam pela região. Com o início das obras da rodovia BA-002, outros comerciantes começaram a se fixar na região, dentre eles Graciliano José de Andrade, proprietário da primeira pensão ali instalada.
Tempos após, José Pereira, proprietário do imóvel rural Paraíso, passou também a residir no já então povoado e lhe alterou o nome para Itabaína, palavra de origem indígena que refletia uma característica da região, ou seja, as ramas que se interligavam à terra.
Em 1957, já com a abertura da atual Rodovia Mário Covas, popularmente conhecida como BR-101, a área passou por rápido crescimento. Em 1968, com seu asfaltamento, novo impulso desenvolvimentista fez com que passasse da condição de povoado a de distrito de Valença. Em 1988, finalmente realizou-se plebiscito e seus moradores decidiram pela emancipação, o que de fato veio a ocorrer em 1989, quando da edição da Lei Estadual 4.836, de 24 de fevereiro de 1989.
O nome da nova unidade administrativa foi colocado em homenagem ao político mineiro Tancredo Neves. Sua agricultura é bastante diversificada, sendo as principais culturas as do cravo, cacau, guaraná, castanha, banana e mandioca.
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