A Assembleia Legislativa criou ontem a Comissão Especial do Complexo Intermodal e da Ferrovia da Integração Oeste-Leste/Porto Sul, com o objetivo de promover o debate com a sociedade civil, analisar, esclarecer dúvidas e propor soluções que viabilizem o projeto. O requerimento criando a comissão, subscrito por 25 deputados, é de autoria do deputado Augusto Castro (PSDB), que tem forte base eleitoral no sul da Bahia e se mostrou preocupado com "a existência de movimentos contrários à criação do projeto".
Augusto Castro defende a construção da ferrovia que vai ligar a fronteira oeste baiana com Ilhéus e do complexo intermodal a ser implantado nesta cidade como um meio de "incrementar o desenvolvimento não apenas de Ilhéus" mas de todo o sul e do oeste. Ele acrescenta que a estrada de ferro atravessará 32 municípios, em seus 1,1 mil quilômetros de extensão.
A comissão deverá ser instalada assim que os líderes definirem os representantes de cada bancada e terá duração de um ano, podendo o prazo ser prorrogado por igual período. Ainda ontem os líderes do governo, Zé Neto (PT), da oposição, Reinaldo Braga (PR), e do bloco independente PSC/PTN, Targino Machado (PSC), negociavam a participação dos representantes de suas bancadas no colegiado, que contará com oito membros titulares e quatro suplentes.
Augusto Castro destaca que todo o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste do país se dá pelos portos de Paranaguá, no Paraná, e de Santos, sendo que grande parte da produção agrícola do oeste baiano é embarcada no Porto de Suape, em Pernambuco. O deputado explica que o sul não pode abrir mão dos R$ 6 bilhões que serão injetados na região com as obras do novo aeroporto de Ilhéus, a BR-101 e o porto. "Sou defensor do projeto, mas tem que se buscar o menor impacto possível", explicou.
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