Reafirmando compromissos declinados na solenidade de posse, em 1o de janeiro, o governador Jaques Wagner abriu ontem, oficialmente, os trabalhos da 17a Legislatura. A uma plateia repleta de autoridades civis e militares, garantiu a continuidade de antigos projetos e anunciou novos. Uma espécie de reforma administrativa, com a criação de três secretarias, duas superintendências e uma coordenação e o corte de R$ 1,1 bilhão no orçamento são algumas das novas ações. Mas tudo seguindo o "inabalável compromisso com a democracia."
Dois pactos também foram propostos pelo governador: um pela educação e outro pela vida. O Pacto pela Educação envolve prefeitura, pais, alunos, professores e gestores em busca da melhoria do ensino fundamental, foco deste segundo mandato. Já o Pacto pela Vida pretende integrar as polícias Civil e Militar e secretarias de Estado, e conquistar a parceria da "sociedade civil, organizações populares, religiosas e sindicais" em torno de um programa de segurança pública que não dê trégua ao tráfico de drogas e à violência e inaugure na Bahia "uma cultura de paz".
CONTINUIDADE
Programas considerados vitoriosos como o Água para Todos e o Luz para Todos vão continuar, assim como o Saúde da Família e o Saúde em Movimento. Reforçar as polícias, "investindo em inteligência, ampliando o Ronda nos Bairros e instalando Unidades de Base Comunitária" foi outro compromisso reafirmado por Jaques Wagner. A construção da Ferrovia Oeste-Leste e da ponte Salvador-Itaparica foi enfaticamente defendida pelo governador.
Ele chegou mesmo a convocar a Assembleia Legislativa, o Ministério Público, o Judiciário e a imprensa, "poderes" representados na sessão de ontem, a comprarem "a briga" pela construção da ferrovia, do Porto Sul e do novo aeroporto, esses em Ilhéus. Ainda que se confessando um defensor do Nordeste, o governador não hesitou em considerar "inadmissível" a posição de estados nordestinos que pretendem "tolher a Bahia" destas construções, consideradas fundamentais para a atração de novos investimentos empresariais.
E novos aportes de recursos estão chegando. A duplicação da fábrica da Veracel Celulose e a ampliação das plantas de produção da Braskem, da Ambev e da Schincariol foram comemoradas por Wagner, que vibrou ao anunciar que sairá daqui "o novo carro mundial" da Ford. A Bahia conquistou, ainda, o título de "campeão em captação de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Nordeste: R$ 70,7 bilhões em obras de infraestrutura logística e social."
METRÔ
E mais dinheiro do governo federal deve vir. Hoje, o governador estará em Brasília em busca de mais recursos para o projeto de mobilidade urbana prevista para estar em pleno funcionamento em 2014, quando da Copa do Mundo, que trará jogos internacionais para Salvador. Esse projeto é para ser desenvolvido em parceria com a Prefeitura, responsável pela construção do metrô, obra que deve ser duplicada.
Deverão ser entregues à população "não apenas 6km, mas 12km de metrô", opinou o governador, para quem um novo sistema de transporte público urbano precisa – e vai – funcionar na capital de forma a desafogar o trânsito e facilitar "a vida da população". Esse sistema deve ser "completo" e incluir até mesmo, se preciso for, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). E terá de levar em "conta a Região Metropolitana de Salvador e atuar de forma integrada com o metrô, cuja conclusão deve ser acelerada."
Quanto à economia, o Estado vai bem, também. "Em 2010, a Bahia bateu recorde histórico em importações e exportações. O comércio pode comemorar o maior valor corrente de comércio já registrado... R$ 15,5 bilhões". Isso significa, disse o governador, que os "baianos estão produzindo e consumindo mais", consequência também da crescente oferta de empregos. Trezentos mil novos postos formais foram criados nos seus primeiros quatro anos de governo.
São estes números, programas e propostas que integram, junto com valores e princípios, o projeto de governo aprovado mais uma vez nas urnas. E foram eles que Jaques Wagner mais uma vez professou: "Sempre acreditamos que o desenvolvimento deve caminhar lado a lado com a democracia e a inclusão social. Essa continua sendo a essência do nosso projeto, por onde trilhamos no primeiro mandato e por onde vamos continuar seguindo, tendo sempre em vista o compromisso de fazer mais para os que mais precisam."
REDES SOCIAIS