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Assembleia Legislativa elege Mesa Diretora por acordo

Publicado em: 03/02/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Com o apoio maciço de seus pares, o deputado pedetista Marcelo Nilo comandará o Legislativo baiano pela terceira vez consecutiva, fato inédito na história do Poder
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Exatamente às 16h45, o deputado Marcelo Nilo foi proclamado como presidente da Assembleia Legislativa pela terceira vez consecutiva e quase à unanimidade, fato inédito na história do Legislativo da Bahia. A recondução de Nilo ao posto máximo do Parlamento baiano uniu governo e oposição, resultando na obtenção de um percentual de apoio não alcançado há quase 50 anos na política baiana – ele foi reconduzido à presidência do Poder com 96,8% dos votos dos 63 deputados estaduais. Foram 61 votos a favor, sendo registrados apenas dois votos em branco.
Em seu discurso de posse, a confissão: mais do que todas as conquistas por ele já alcançadas, a união político-partidária em torno da sua candidatura à presidência da Assembleia é o que mais o honra. Marcelo Nilo relembrou a sua história política de homem "saído do sertão, presidente do Legislativo por três vezes, governador interino e deputado estadual mais votado nas últimas eleições. Mas o que mais me honra é este apoio ímpar de governo e oposição, fato que aumenta a minha responsabilidade", revelou. Marcelo Nilo conduzirá a Assembleia Legislativa pelos próximos dois anos.

HARMONIA

Junto com Nilo foi eleita a Mesa Diretora: 1º vice-presidente, Leur Lomanto Júnior (PMDB), com 61 votos, votação igual à do presidente; 2º vice-presidente, Aderbal Caldas (PP), com 60 votos; 3º vice-presidente, Carlos Ubaldino (PSC), com 58 votos. Ainda como titulares foram eleitos J. Carlos (PT) para 1º secretário (53 votos); Elmar Nascimento (PR) para a 2ª secretaria (58 votos), Álvaro Gomes (PC do B) para a 3ª secretaria, com 56 votos, e Maria Luiza Laudano (PT do B), com 57 votos, para a 4ª secretaria. Já Luiza Maia (PT, 53 votos), Maria Luiza (PSC, 58 votos), Paulo Azi (DEM, 59 votos), Capitão Tadeu (PSB, 60 votos) e Pedro Tavares, do PMDB, com 56 votos, foram eleitos suplentes. Quatro escrutinadores, escolhidos dentre os deputados, realizaram a apuração dos votos.
Em clara demonstração do clima harmônico e de entendimento que deve marcar esta Legislatura, na previsão de deputados de diferentes matizes políticos, a eleição da Mesa Diretora da Assembleia se deu em chapa única, definida por acordo de lideranças e segundo o princípio da proporcionalidade da representação partidária. E, para evitar desarmonia e embates políticos em plenário que maculassem a união, três deputados renunciaram às suas candidaturas em regime de articulação.
Yulo Oiticica (PT), Sargento Isidório (PSB) e Roberto Carlos (PDT) abriram mão do direito de disputar em benefício dos concorrentes. Mereceram elogios dos seus pares. O petista Yulo Oiticica confessou em plenário que, mesmo vitorioso no seio da bancada que o indicou, deixava de concorrer para que J. Carlos pudesse ser eleito. Foi apontado pelo correligionário Paulo Rangel como exemplo de democrata.
O deputado Sargento Isidório surpreendeu ao revelar que pretendia disputar, como candidato avulso, a 3ª secretaria. Também renunciou e a chapa única manteve Álvaro Gomes no cargo. Por fim, o presidente reeleito Marcelo Nilo agradeceu especialmente ao deputado Roberto Carlos, outro que deixou de concorrer para assegurar a união e a tranquilidade da eleição.



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