Creio que a nossa volta a esta tribuna está lastreada naquilo que sonhamos, no projeto que oferecemos ao povo e naquilo que conseguimos realizar nessa caminhada de quatro anos. Sou eternamente grato ao generoso povo da Bahia, terra na qual cheguei muito jovem, que adotei e que me adotou e cuidou de mim como um filho: me protegeu, me abraçou e andou ao meu lado numa árdua caminhada até chegarmos aqui, pela segunda vez. Sinto-me de alma lavada, pois colocamos à prova o nosso projeto e ele foi aprovado. Em 2006 era apenas um sonho e uma aposta. Agora somos sonho e realidade.
O projeto que construímos é, em primeiro lugar, democrático. Fizemos quatro anos de mandato respeitando esta Assembleia, o Ministério Público, a imprensa, o Poder Judiciário porque acreditamos que o mandamento constitucional não pode deixar de ser respeitado.
Harmonia e independência entre os poderes. Harmonia com a sociedade civil. Governamos para todos os baianos e com todos os baianos, num diálogo que encharcou a Bahia como a Bahia nunca havia visto. Do Plano Plurianual Participativo a inúmeras conferências, consultas que muitos, eu sei, acharam desperdício de tempo, mas que eu continuarei fazendo nos próximos quatro anos e quero reafirmar o nosso conceito: governar é compartilhar com o povo, que é o poder originário.
''Nunca perdemos de vista o nosso compromisso de promover uma verdadeira revolução democrática no nosso estado, na qual ‘desenvolvimento’ é inseparável de ‘democracia’.''
Governar consultando, dialogando. Às vezes, demora mais, mas seguramente é mais eficiente, mais duradouras as soluções encontradas pela via da participação e do diálogo social. Foi assim com empresários, foi assim com trabalhadores, foi assim com as religiões, com os movimentos sociais, com as lideranças, com os partidos políticos. Reafirmo meu compromisso de fortalecer o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, espaço de diálogo e participação da sociedade civil dentro da sua pluralidade, contemplando a diversidade e a riqueza de ideias desse verdadeiro caleidoscópio baiano.
Nunca perdemos de vista o nosso compromisso de promover uma verdadeira revolução democrática no nosso estado, na qual "desenvolvimento" é inseparável de "democracia" e de "inclusão social".
''Tudo nasce de um sonho. O nosso sonho é um Estado mais justo, uma terra de todos nós. A maior virtude de um ser humano é a de poder passar do sonho à realidade.''
Esse para mim é o valor fundador daquilo que a gente está fazendo. Essa é a bússola do nosso projeto político, capitaneado pelo presidente Lula, que deu certo no Brasil e que nós introduzimos na Bahia. Mudamos a concepção do que é governar. Antes, se falava em crescer o bolo para depois repartir. Provamos o contrário: só se cresce repartindo riqueza, incluindo socialmente. Para nós, esse é o verdadeiro significado da palavra desenvolvimento. Para nós, governar é ter prioridade e a nossa prioridade são os que mais precisam: o povo trabalhador, o povo mais humilde da cidade e do campo, as mulheres, os índios, os negros, em suma, todos aqueles que ao longo da nossa história foram tão injustiçados e até esquecidos. É para esses que nós voltamos nossos olhos e estendemos nossas mãos em primeiro lugar.
Tudo nasce de um sonho. O nosso sonho é um Estado mais justo, uma terra de todos nós. A maior virtude de um ser humano é a de poder passar do sonho à realidade, e ter sempre no horizonte uma utopia a ser alcançada. É isso que dá sentido à vida e nos faz caminhar. Por isso, por mais que realizemos, nunca vamos deixar de sonhar. Como era apenas um sonho quando lançamos o Água para Todos. Sonho para nós e sonho de gente como dona Izabel, aquela senhora que mostramos na TV orgulhosa da sua água limpa. Pois esse sonho virou realidade para ela e para mais de 2,8 milhões de pessoas. Realizamos
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