Diante das maiores autoridades civis, militares e eclesiásticas da Bahia, exatamente às 8h51, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, declarou empossado, na forma da lei e pela segunda vez consecutiva, na chefia do Executivo baiano, o governador Jaques Wagner. O ato solene de posse do governador do Estado e do vice-governador, Otto Alencar, começou exatamente às 8h30, com a instalação pelo presidente do Legislativo da Mesa de Honra da sessão solene e a abertura dos trabalhos.
O presidente Marcelo Nilo suspendeu momentaneamente os trabalhos para constituir uma comissão de líderes partidários que foi ao Salão Nobre da Casa para acompanhar o governador Jaques Wagner e o vice eleito, Otto Alencar, até o plenário Orlando Spínola, que, lotado de autoridades e convidados, recepcionou os empossandos de pé com um demorado aplauso. Sentado à direita do presidente do Legislativo, que teve à sua esquerda Otto Alencar, o governador acenou aos presentes e agradeceu a efusividade.
JURAMENTO
A banda Maestro Wanderley da Polícia Militar, postada no terceiro piso das galerias, executou o Hino Nacional na retomada dos trabalhos. O deputado Marcelo Nilo convidou o governador a prestar o juramento previsto no artigo 101 da Carta da Bahia: "Prometo manter, defender e cumprir a Constituição Federal e a do Estado, observar as leis, promover o bem geral do povo baiano e sustentar a integridade e a autonomia do Estado da Bahia."
Em seguida, o primeiro secretário, deputado Roberto Carlos, leu o termo de posse e a declaração de bens do chefe do Executivo, que firmou o livro próprio, subscrito pelos deputados Marcelo Nilo, Roberto Carlos e Aderbal Caldas, terceiro vice-presidente que atuou como 2o secretário ad hoc. Eleito nos termos do artigo 100 e, segundo os ditames do artigo 101 da Carta estadual, Jaques Wagner foi então declarado empossado.
Processo idêntico foi seguido para a declaração de posse de Otto Alencar como vice-governador da Bahia. Os dois foram longa e vibrantemente aplaudidos de pé pelos presentes no plenário, galerias, saguão Nestor Duarte e nas salas das comissões disponibilizadas para a assistência dos trabalhos. O presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo, passou a palavra para o governador, que fez da tribuna o seu discurso de posse.
No emocionado pronunciamento lido em 40 minutos, Jaques Wagner dirigiu palavras de agradecimento pessoal a cada um dos integrantes da Mesa de Honra – e para os presentes no plenário –, destacando o clima de respeito mútuo existente entre os Poderes e demais instituições estaduais. Listou as realizações dos quatro anos de sua gestão e os objetivos que espera alcançar no segundo governo – entre eles a erradicação do analfabetismo e a realização de um pacto em prol da educação e o combate da peste social do crack.
Foi interrompido em seis oportunidades por aplausos, os de maior vibração quando saiu do texto escrito para falar de sua mãe, Paulina, presente à solenidade, e de seu falecido pai, Joseph, responsáveis por sua formação favorável ao diálogo e à contemporização. Ele citou e agradeceu o apoio da esposa, Fátima Mendonça, dos três filhos, neta, cunhados e sogros. Dirigindo-se ao deputado Marcelo Nilo, enfatizou que ele conduziu muito bem a Assembleia Legislativa nos últimos quatro anos, inaugurando uma era inédita de cooperação e diálogo, valorizando sempre seu papel no processo democrático inaugurado em 2007.
AGRADECIMENTO
O presidente Marcelo Nilo fez um curto pronunciamento antes de encerrar os trabalhos, registrando a satisfação que sentia em decorrência do "privilégio de presidir a posse de dois amigos fraternos – vitoriosos na memorável campanha passada, quando obtiveram quatro milhões e cento e um mil votos". Ele destacou ainda que a "campanha eleitoral foi travada em ambiente exemplar de civilidade, respeito e postura democrática pelas forças políticas aqui representadas". E lembrou que o parlamento "nunca faltou – e jamais faltará – com seus deveres e prerrogativas para com a Bahia e os baianos."
A sessão solene foi encerrada às 9h40, depois da audição pelos presentes do Hino da Bahia. Jaques Wagner e Otto Alencar se dirigiram às salas Luís Cabral e Herculano Menezes, onde o chefe do Executivo concedeu coletiva à imprensa. As perguntas foram sorteadas em dois momentos diferentes – para emissoras de rádio e televisão – e, em seguida, para a mídia impressa, além de sites e blogs. Às 10h15, o chefe do Executivo passou em revista à tropa da PM formada em sua homenagem, os cadetes da Academia de Polícia em traje de gala, e recebeu os cumprimentos dos presentes. Uma queima de fogos encerrou a cerimônia, 20 minutos depois.
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