O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, decretou luto oficial de três dias em reverência à memória do jornalista e homem público Juarez Conrado, que integrou a Casa na 8ª Legislatura. O falecimento aconteceu às 21h da última segunda-feira em Aracaju, cidade onde morava há cerca de 30 anos. Na Assembleia Legislativa foi titular das comissões de Finanças e Orçamento e de Redação de Leis.
Ele deixou a viúva, dona Dalila Coutinho Conrado Dantas e oito filhos, entre eles a jornalista Rita Conrado, de A Tarde. Marcelo Nilo solidarizou-se com os familiares e amigos de Juarez Conrado, 'profissional que deixou um legado de correção e independência para a imprensa brasileira, também escritor premiado e autor de livros sobre o cangaço que ajudam a compreender esse fenômeno sociológico'.
CARREIRA
Juarez Conrado nasceu no dia 8 de fevereiro de 1931. Além de jornalista, era formado em contabilidade, profissão que marcou a sua entrada no mercado de trabalho. Foi também redator de atas na Câmara Municipal do Salvador, mas foi o jornal A Tarde que marcou de forma indelével sua carreira. No diário baiano atuou como editor de política, redator, chefe de reportagem, secretário de redação e colunista do jornal e diretor da Sucursal, Sergipe.
Trabalhou como repórter na revista Manchete, foi colunista do jornal Última Hora, chefe da sucursal da Bahia, da revista O Cruzeiro, e ainda correspondente dos jornais O Povo, de Fortaleza, do diário pernambucano Jornal do Comércio, e do Correio Braziliense. No rádio atuou como redator e locutor esportivo da Rádio Sociedade da Bahia, foi diretor de jornalismo da Rádio Excelsior da Bahia e da Rádio Cultura da Bahia.
No serviço publico baiano ocupou os cargos de chefe de gabinete da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar, assessor da Secretaria de Segurança Pública, chefe de gabinete e secretário interino de Comunicação Social, assessor de imprensa da Chesf. Em Sergipe, subsecretário de Comunicação Social no Governo João Alves, secretário de Comissão Social no Governo Antonio Carlos Valadares, secretário particular do governo e assessor especial do governo do Estado; superintendente da Rádio e Televisão Aperipê, ainda na administração João Alves, assessor especial do governador Albano Franco. Além de ser conselheiro da Telergipe e da Energipe, respectivamente empresas de telecomunicação e energia do estado vizinho.
Em sua carreira profissional Juarez Conrado recebeu várias comendas, tendo escrito ainda os livros 'A Última Semana de Lampião', reeditado no ano passado pela Assembleia da Bahia, uma pesquisa sobre os sete dias de permanência de Virgulino Ferreira da Silva na Gruta de Angico, adaptado para o cinema, premiado no Festival Cinematográfico de Cuba; 'Sindicato da Morte', pesquisa sobre o banditismo organizado do Nordeste; 'O grande Akuntô', livro em prosa e verso sobre a escravidão no Brasil, traduzido para o francês, inglês e yorubá; 'O Tempo', poema classificado em 2º lugar no Concurso de Poesia Falada do Norte/Nordeste, promovido pelas Universidades Federais dos estados da Bahia, Pernambuco e Sergipe.
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