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Deputado luta por mais segurança

Publicado em: 15/10/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Gilberto Brito quer trazer para a Bahia dispositivo que destrói cédulas no momento do roubo
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O deputado Gilberto Brito (PR) quer trazer para a Bahia um equipamento com tecnologia pernambucana que pode ser a solução para conter a onda de ataques a caixas eletrônicos. O dispositivo, batizado de AIPS – sigla em inglês que significa Sistema Inteligente de Proteção para Caixas Eletrônicos –, consiste na destruição das cédulas no momento do roubo.
Em indicação encaminhada ao secretário da Segurança Pública da Bahia, César Nunes, o parlamentar lembra que, somente este ano, a polícia registrou diversos roubos do tipo no Estado, sendo que em alguns os bandidos utilizaram explosivos para ter acesso ao dinheiro.
Segundo Brito, o mecanismo utilizado no AIPS é o mesmo do malote inteligente, criado pelo economista recifense Paulo Viera, em 1998, na Bélgica, que reduziu a zero assaltos a carros fortes em diversos países da Europa e já vem sendo testado por lotéricas em Pernambuco.
"Tanto no malote inteligente quanto no AIPS, um jato de fogo inutiliza o dinheiro que está sendo roubado, sendo o objetivo um só nos dois equipamentos: desencorajar os bandidos a realizar as investidas", explicou o deputado, que conheceu o equipamento através do Jornal do Commércio, do Recife.
De acordo com ele, a destruição não traz prejuízo ao banco, já que as notas queimadas podem ser trocadas no Banco Central. Brito lembra, no entanto, que para instalar o mecanismo utilizado no malote nos caixas eletrônicos é preciso fazer mudanças.
"O malote precisa ser resistente a uma determinada quantidade de fogo", observou ele, acrescentando: "No caixa eletrônico, são quatro cassetes, cada um com capacidade para 2.500 notas. Como o caixa já existe, então se adapta para que a quantidade de fogo fosse suficiente para queimar todas as notas e ao mesmo tempo não destruísse o equipamento."
Gilberto Brito avalia ainda que o custo do AIPS é de R$ 7 mil, o que equivale a cerca de 35% do valor de um caixa eletrônico, mas pode cair, quando a produção do equipamento aumentar. "Em relação percentual, é mais barato que comprar um carro e mandar blindar."
O deputado cita o diretor geral de Operações da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Osvaldo Morais, para quem o ideal seria que uma legislação obrigasse as agências bancárias a utilizar esse tipo de equipamento.
"O criminoso, sabendo que existe esse mecanismo, não vai tentar roubar. Os países que implementaram o malote inteligente, por exemplo, reduziram a zero os assaltos a carros fortes. E isso pode acontecer com os caixas eletrônicos", acredita ele.



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