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Eleição renova Assembleia Legislativa em quase 50%

Publicado em: 05/10/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

O trabalho desenvolvido pelos integrantes do Poder Legislativo foi aprovado pela população, que reelegeu 32 parlamentares
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A disputa eleitoral de 2010 demonstrou um equilíbrio no processo de renovação do Legislativo. Dos 63 deputados, 32 foram reconduzidos ao cargo. Cinco não concorreram à reeleição, por opção própria ou do partido. Oito pleitearam a câmara federal; desses, apenas um não conseguiu eleger-se. Mas, mesmo assim, obteve mais de 50 mil votos. Neste viés, com relação ao plano federal, Valmir Assunção, do PT, deputado estadual que assumiu função de secretário, obteve próximo de 140 mil votos. Edson Pimenta, parlamentar comunista, superou os 100 mil sufrágios.
Assim, os números mostram que, apesar de 31 novos deputados, a aprovação popular dos atuais membros da atual Legislatura foi bastante satisfatória. As urnas também confirmaram a reeleição do governador Jaques Wagner, que atingiu mais de 63% dos votos válidos e deverá contar com uma maioria sólida na AL na próxima gestão.
Dentre os que se elegeram para federal e obtiveram 70 e 80 mil votos, ainda estão os democratas Fernando Torres e José Nunes, o petista Waldenor Pereira e o peemedebista Arthur Maia. Completando a lista, mas, com um pouco menos, o deputado Luiz Argôlo (PP) (68.025 votos). Em percentuais totais dos votos válidos, os sete parlamentares estaduais, eleitos federais, somam mais de 9%, atingindo acima de 600 mil registros. Da atual composição da Assembleia, apenas 18 deputados não conseguiram se eleger. No entanto, estão entre os primeiros suplentes.
Somando os 32 reeleitos, com os sete eleitos federais, mais os cinco que não concorreram, chega-se a 44 deputados dos 63 possíveis; logo, 69% de aprovação. Um exemplo dessa constatação é a reeleição do presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PDT), primeiro colocado, atingindo mais de 2% dos votos válidos no total, com quase 140 mil. Outro que ultrapassou a barreira dos 100 mil votos foi o deputado Ronaldo Carletto (PP).

LEGENDA

No campo partidário, o PT pulou de 10 representantes para 14. Os democratas perderam figuras importantes, como os deputados Gaban, Heraldo Rocha e Clóvis Ferraz e sua bancada possuirá cinco parlamentares. O PDT foi o único partido que todos os seus representantes são deputados que buscavam a recondução. Já no PMDB, Leur Lomanto Jr. e Luciano Simões conseguiram permanecer na Casa. Porém, quatro novos peemedebista foram eleitos. O PP elegeu seis representantes, em seguida veio o PR, com quatro, o PCdoB e o PTN, três, e cinco partidos conseguiram eleger dois parlamentares: PSDB, PSL, PRP, PRB e PTdoB. O PV volta a figurar no Legislativo estadual com Eures Ribeiro. E o Sargento Isidório, ex-deputado, traz consigo os votos do PSB.
Entre as mulheres, 11 foram eleitas, sendo cinco reeleições. Um dado curioso é que três delas são casadas com prefeitos. Graça Pimenta (PR) e Luiza Maia (PT) carregam consigo, além dos seus nomes, trabalhos sociais e carismas, o fato de os maridos serem chefes do poder municipal, nas cidades de Feira de Santana e Camaçari, respectivamente. Já a deputada Maria Luiza Carneiro (PSC), que foi reeleita, é casada com o prefeito de Salvador, João Henrique.
Apesar da aprovação conseguida, o Poder Legislativo está de cara nova. Com esta renovação, é uníssono entre os deputados, que é preciso estar atento aos anseios da sociedade, consciente do seu papel na elaboração de projetos, nas discussões temáticas das comissões. Enfim, nos diversos espaços em que o Poder Legislativo possa atuar em consonância com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.



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