"Nossa ilustre homenageada veio de uma família muito humilde, mas, como foi criada na casa de família muito rica, teve acesso a teatro, música e poesia. Assim, a arte sempre esteve presente na família. Para ela, a música é a melhor coisa do mundo". Essas afirmações são do deputado Jurandy Oliveira (PRP), que inseriu na ata dos trabalhos da Assembleia Legislativa moção de aplauso a Dona Canô, pelos 103 anos de vida.
Segundo Jurandy, num sobrado branco de janelas azuis, na cidade de Santo Amaro, mora Claudionor Viana Telles Velloso, ou simplesmente Dona Canô. Nascida em 17 de setembro de 1907, na cidade em que sempre viveu e pretende permanecer para sempre. A grande matriarca, que assegura não saber o porquê de sua fama, atribui tal fato aos filhos famosos que nunca esqueceram suas origens. "A manutenção da humildade de seus filhos pródigos reflete a sua boa criação e o cumprimento perfeito do papel de mãe", salienta o parlamentar.
Mãe de Caetano, Bethânia, Roberto, Nicinha, Rodrigo, Mabel, Clara e Irene, além de ter nove netos e cinco bisnetos, D. Canô acorda cedo, por volta das 6h da manhã, toma café com leite e suco. Meio-dia é o único horário em que se alimenta de algo sólido, comida de verdade. Mas apesar de comer de tudo, come bem pouquinho, fazendo questão de estar sempre se alimentando de frutos do mar e moqueca, não podendo faltar ingredientes típicos da culinária baiana, como leite de coco, azeite, entre outros. No jantar, apenas sopa e café. Ao fim do jornal das 8h da noite na TV, Dona Canô vai dormir.
Assim, de acordo com o deputado, atualmente é a vida de uma centenária brasileira, que após anos de luta para educar os filhos e constituir uma bela família, pode até não entender o motivo de sua fama, mas as justas homenagens são facilmente reconhecidas. "Dona Canô não representa apenas Santo Amaro, mas também a Bahia, quiçá o Brasil", finaliza.
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