A parceria entre a Escola do Legislativo e o Movimento Cultural Clarear apresenta esta semana no Saguão Josaphat Marinho – entrada principal da Assembleia Legislativa – uma exposição dos artistas plásticos Antônio Carlos Rocha e Maria José Leal, baseada na “surretrospectiva” e na arte francesa, respectivamente.
As telas vêm despertando a curiosidade de todos que transitam pelo local, não somente pela beleza apresentada em grande estilo, mas também pelo acabamento e o objetivo a que se destinam. A exposição fica até amanhã ao meio dia à disposição de todos que também visitam a Casa, inclusive mantendo as telas já devidamente reservadas para aquisição das mesmas.
O artista plástico Antônio Carlos Rocha faz questão de destacar que a sua proposta é participar desta exposição, representando o estilo surreal. Na exposição, ele procura fazer uma retrospectiva de suas grandes pinturas, desde a década de 80 até hoje, “brincando com o passado e o presente”, revelando e comparando suas obras.
“Minha proposta é participar de exposições representando o atual estilo, pois nesta nova fase tenho extremo interesse em interagir diretamente com o público. Pretendo realizar encontro com formadores de opinião interessados no tema e com estudantes que visitam minhas exposições”, afirmou Antônio Carlos Rocha.
ARTE FRANCESA
A “arte francesa”, que na realidade é de origem chinesa, é uma interessante e excitante arte de profundidade, contorno e percepção. A artista Maria José Leal destaca que, na maioria das vezes, são usadas seis cópias da mesma impressão (figura) e dependendo da riqueza de detalhes e do tamanho da figura, até mesmo dez cópias.
“O quadro é construído recortando partes nos diferentes impressos, moldando-as, estendendo em camadas e unindo os recortes, usando uma cola de silicone de composição neutra, criando um real efeito tridimensional”, explica Maria José, detalhando a composição do seu trabalho.
Para concluir, a artista cita ainda que nos seus quadros existem três camadas principais, incluindo o fundo, meio e o primeiro plano, com várias camadas intermediárias entre o fundo e o primeiro plano. Essa técnica de recortar para depois fazer a moldagem ganhou espaço no Brasil há aproximadamente uns dois anos.
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