A sanção da lei federal que obriga todos os hospitais e maternidades públicas brasileiras a realizarem gratuitamente a emissão evocada otoacústica, conhecida como "teste da orelhinha", pelo presidente Lula, foi elogiada na Assembleia Legislativa da Bahia, através de moção de aplauso apresentada pela deputada estadual Maria Luiza Carneiro (PSC). "É um teste simples, feito 48 horas após o nascimento do bebê, que pode detectar problemas auditivos. A avaliação é rápida, indolor e importante para toda a vida", explicou a deputada.
Maria Luiza informou que, preocupada com o mal que pode vitimizar, principalmente, as crianças carentes, havia apresentado projeto de lei na Casa que dispunha sobre a aplicação do exame da orelhinha na rede estadual de saúde e que a sanção do presidente da República tornando a lei federal lhe traz a sensação do dever cumprido. "É um grande avanço social na área da saúde pública do país", ressaltou Maria Luiza.
O exame é feito no 2o ou 3o dia de vida, demora de cinco a 10 minutos e não tem qualquer contra indicação. Não exige nenhum tipo de intervenção invasiva (uso de agulhas ou qualquer objeto perfurante), e é absolutamente inócuo. Qualquer bebê recém nascido pode apresentar um problema auditivo no nascimento ou adquiri-lo nos primeiros anos de vida. Isso pode acontecer mesmo que não haja casos de surdez na família ou nenhum fator de risco aparente.
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