Escola do Legislativo promove curso de encadernação artesanalTerminou ontem na Assembleia Legislativa o curso de encadernação artesanal, dentro do Programa de Empregabilidade dos Dependentes dos Servidores, da Escola do Legislativo. De acordo com a professora Mary Shyjada, a atividade proporciona um amplo leque de opções, havendo boa demanda no mercado para encadernação de monografias, recuperação de capas de livros em bibliotecas, confecção de álbuns, entre outros. Ela disse que a turma, composta por 13 alunos, obteve um ótimo rendimento.
Larissa Cecília, uma das alunas, elogiou a iniciativa da Assembleia Legislativa de qualificar parentes de seus servidores que estejam desempregados. Ela já faz planos para colocar em prática tudo o que aprendeu nos três dias de curso. De agendas e blocos de notas, ela espera ganhar um bom dinheiro em eventos como Natal e Dia dos Namorados, além de poder oferecer presentes elaborados por ela mesma.
RECICLALBA
O diferencial do Programa de Empregabilidade, destaca a coordenadora Eliene Nabuco, é ser custo zero para a Assembleia Legislativa. Os cursos são financiados por outro programa da AL, o Reciclalba, que recolhe papéis e garrafas de PET descartados. Só este ano, explica ela, serão cinco cursos capacitando e oferecendo novas oportunidades para parentes dos servidores.
O Reciclalba vem dando tão certo que este ano será inscrito no Prêmio Boas Práticas, do Governo do Estado. Iniciado em fevereiro de 2000, em parceria com a Assalba, foi regulamentado sete anos depois. Este ano, já recolheu 13,7 toneladas entre jornais, papéis brancos e coloridos, papelões e plástico, arrecadando pouco mais de R$ 2 mil. Jorge Guenna, presidente da comissão que administra o Reciclalba, explica que, desde a regulamentação, os funcionários terceirizados da Casa foram incluídos, como forma de incentivo, já que eles são os responsáveis pelo forte da coleta.
SUCESSO
A diretora da Escola do Legislativo, Gilda Castro, considera um sucesso o Programa de Empregabilidade dos Dependentes dos Servidores. Nos dez anos do programa, já foram dados cursos diversos como informática, manutenção de computadores, confecção de bijuterias, velas decorativas, produção de eventos, corte de cabelo, entre outros.
Gilda conta que recentemente o ineditismo do programa chamou a atenção dos participantes de um curso de educação legislativa, realizado em Brasília pelo Centro de Formação da Câmara dos Deputados e pela Interlegis. O assunto abordado por ela despertou o interesse de servidores de vários legislativos, pois os treinamentos costumam ser restritos aos próprios funcionários. No caso da AL, só é possível por não representar qualquer ônus para a Casa.
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