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Lei em prol da tradição oral é defendida na AL

Publicado em: 06/08/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

O comunista Javier Alfaya destacou que 'a arte Grió valoriza os conhecimentos populares'
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Na casa em que os discursos políticos são comuns no cotidiano, onde a oralidade tem papel fundamental, representantes da arte Griô fizeram-se ouvir. "Quem semeia a paz, só vai colher o amor, vamos meu povo assinar a Lei Griô", cantava Márcio Caires, idealizador do projeto, de iniciativa popular, que cria a Lei Griô Nacional, objetivando consolidar e oficializar a transmissão dos saberes e fazeres de tradição oral, promovendo o diálogo com a educação formal, fortalecendo assim a identidade e ancestralidade da população.
"A arte Grió valoriza os conhecimentos populares, sua transmissão e a oralidade. Com a aprovação deste projeto, o saber popular, da farmácia, das curas, poderá aproximar-se do conhecimento formal dentro das escolas", destacou o deputado Javier Alfaya (PCdoB), ao receber ontem, na sala Luís Cabral, representantes da Associação Grão de Luz Igriô (BA), e da Rede Ação Griô Nacional, que vieram à Assembleia buscar apoio do legislativo baiano, na tentativa que os deputados estaduais possam influenciar os representantes, do estado, na Câmara Federal, quando este projeto estiver sendo votado, já que no momento segue em processo de coleta de assinaturas no site da Ação Griô Nacional,
www.acaogrio.org.br
Segundo Lillian Pacheco, coordenadora da rede de ação, na II Conferência Nacional de Cultura (CNC), realizada em Brasília, em março de 2010, a Lei Griô foi eleita como uma das 32 prioridades que nortearão as políticas públicas para o setor cultural. "Estamos aqui buscando apoio, vamos realizar ações como esta em vários lugares do Brasil e promoveremos um evento, no qual faremos com que os presidenciáveis assumam o compromisso, caso sejam eleitos, de sancionar a lei", enfatizou Lillian.



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