O município de Tapiramutá comemorou 48 anos de emancipação política e administrativa na última terça-feira. A passagem da data festiva municipal foi lembrada na Assembleia Legislativa da Bahia por meio de moção de congratulações apresentada pelo deputado Álvaro Gomes (PCdoB). "Venho neste dia prestar justa homenagem ao município de Tapiramutá e a seu povo", disse.
"Outrora habitada por índios da tribo Paiaiá, a região passou a ser bastante frequentada por caçadores de anta, então conhecida como tapira", relatou o parlamentar. Ele lembra de que a carne da caça é um dos principais alimentos dos moradores do lugarejo e dos exploradores de diamantes e outros minerais.
Por volta de 1901, relata o parlamentar, o local passou a ser denominado de Palha, material predominantemente utilizado na construção das primeiras casas. "O estabelecimento do comércio, a chegada da Igreja e a fixação das pessoas no local permitiram o desenvolvimento da região", disse.
Nove anos mais tarde, o lugarejo recebe o nome de Espera d’Anta, numa reafirmação da prática da caça do animal na região. A mudança para o nome de Tapiramutá se deu por decreto estadual. Na língua indígena, tapir significa anta e mutá é espera", ensina o deputado.
Localizado na Chapada Diamantina, a 334 km de Salvador, o lugarejo alçou status de distrito e foi incorporado ao município de Mundo Novo em 21 de fevereiro de 1935. O município conquistou sua emancipação política e administrativa no ano de 1962, através da Lei Estadual n° 1.747, publicada em 27 de julho. Atualmente, o município tem como base de sua economia a agricultura, com destaque para as culturas de café, banana, mandioca e feijão.
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