A passagem dos 120 anos de emancipação política e administrativa do município de Angical foi lembrada na Assembleia Legislativa da Bahia por meio de moção de congratulações apresentada pelo deputado Leur Lomanto Júnior (PMDB). "É com espírito de júbilo que comemoramos o aniversário de Angical, cidade da região do Extremo-Oeste baiano, microrregião de Cotegipe."
Fundada em 1890, Angical está situada a 886km de distância de Salvador e a 40km de Barreiras. Com 470 metros de altitude, o município tem clima quente e seco. Segundo dados do IBGE, sua população foi estimada em 14.700 habitantes. "Conhecida pela grande riqueza folclórica e musical, Angical é uma das cidades de maior destaque do Oeste da Bahia", exalta o parlamentar.
O deputado peemedebista relata que a história da cidade é marcada pelo desbravamento da família Almeida, ícone na fundação do município. "À margem esquerda do Rio São Francisco, o município pertencia à província de Pernambuco, até 1828, quando foi anexada ao Estado da Bahia", disse. Segundo Leur, no início do século XIX, as terras do Brejo de Angical passaram a pertencer aos irmãos Almeida, que dessa forma ajudaram na constituição da história do município.
Descendentes de família portuguesa, os irmãos Almeida eram donos de muitos escravos, que trabalhavam na lavra de diamantes e na lavoura e criação de gado. Em 1810, foi construída a primeira igreja da então localidade, onde eram realizados os cultos e atividades católicas.
Em 1821, a freguesia com o nome de Santana do Sacramento Angelical, pertencente ao bispado de Pernambuco, até 1828, é elevada à categoria de vila, em 1891. O seu território havia sido desmembrado do antigo município de Campo Largo, atual Cotegipe. "É com muita alegria que destacamos as características de Angical e comemoramos o seu registro na passagem do tempo e na história da Bahia", disse o parlamentar.
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