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Gilberto Brito continua na luta em defesa do sertão da Bahia

Publicado em: 09/07/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Na indicação, o parlamentar elogiou os resultados do cultivo protegido e energia solar
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Depois de ter conhecimento dos resultados positivos que estão sendo alcançados no Ceará com o projeto Cultivo Protegido e Energia Solar, uma iniciativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) e da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado (SDA), em parceria com a Coordenadoria de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e do Instituto Agropólos, o deputado Gilberto Brito (PR) quer que o mesmo seja também desenvolvido na Bahia. Desde novembro de 2009, pequenos agricultores das comunidades de Lapara e Vaquejador, zona rural do município de Granja, Ceará, estão sendo beneficiados pelo projeto Cultivo Protegido e Energia Solar. Eles estão produzindo alimentos de qualidade dentro dos procedimentos agroecológicos, utilizando energia renovável, garantindo segurança alimentar e melhoria de renda nas famílias.

Através de indicação, Gilberto Brito sugeriu aos secretários estaduais Eduardo Seixas de Salles, da Agricultura, e Edmon Lucas, da Integração Regional, a adoção das técnicas propostas do projeto de Cultivo Protegido e Energia Solar, da Ematerce, junto aos pequenos agricultores da Bahia. 'Tenho certeza de que essa iniciativa vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida no semiárido baiano', argumenta o deputado.

O parlamentar esclarece aos secretários estaduais que o projeto Cultivo Protegido e Energia Solar funciona com uma mão-de-obra totalmente comunitária, que busca aproveitar a energia solar para plantação de hortaliças orgânicas. Dentre as culturas que estão sendo beneficiadas no Ceará, como milho, feijão, jerimum e pepino, existem as frutíferas: manga, maracujá, goiaba, laranja e tangerina.

Informações dadas por técnicos da Ematerce ao jornal Diário do Nordeste, citadas em sua indicação por Gilberto Brito, mostram que, para garantir o cultivo no município cearense de Granja, foi feita irrigação a partir de uma base montada no Rio Coreaú, numa área de dois hectares, com nove placas voltadas para a captação de energia solar. O investimento foi de R$ 45 mil. O painel solar produz energia limpa, que aciona uma eletrobomba, adquirida com parte do recurso, pela qual a água é distribuída por gotejamento e pelo método conhecido como Santemo (imersão em suspensão), chegando até as plantações. Também foi construído um galpão coberto por tela (estufa) e uma caixa d’água.

Os técnicos da Ematerce defendem, e asseguram, que o cultivo protegido é uma das alternativas de maior viabilidade técnica e econômica para aumentar a produtividade de hortícolas e reduzir a aplicação de defensivos agrícolas. 'Os resultados do cultivo protegido e energia solar passam pela geração de renda, preservação do meio ambiente e alimentos saborosos na mesa da população', destaca o deputado, que defende que a Bahia também deveria promover esses investimentos no interior do Estado.



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