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Álvaro lembra a vida e obra de José Saramago

Publicado em: 01/07/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comunista destacou trajetória do escritor
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A morte do escritor português José Saramago, aos 87 anos, no dia 18 de junho, na Espanha, foi lamentada na Assembleia Legislativa pelo deputado Álvaro Gomes (PCdoB). Em moção de pesar, o parlamentar comunista destacou a imensa obra literária deixada por Saramago, citando livros como Memorial do Convento (1982), considerada sua obra-prima, e Jangada de Pedra (86), que sugere a separação da Península Ibérica da Europa.
Álvaro destacou ainda na moção os livros A história do Cerco de Lisboa (89), Ensaio sobre a Cegueira (95), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (91) e Caim (09). "Com a publicação desses dois últimos, desconstruindo dogmas seculares do catolicismo, recrudesceu sua crise com a Igreja, que chamou os livros de ‘alucinações teológicas’," observou o parlamentar.
José Saramago morreu de falência múltipla dos órgãos, em sua residência, no arquipélago de Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha, onde morava com a mulher Pilar Del Rio, desde 1993. Álvaro Gomes lembrou que, além de escritor, o português atuou também como jornalista, contista e dramaturgo.
Segundo o deputado, Saramago começou a trabalhar, no entanto, como serralheiro mecânico e deixou uma filha, Violante Saramago, fruto do primeiro casamento. Iniciou-se tardiamente como escritor de ficção, acrescentou Álvaro, atividade que o consagrou e rendeu-lhe diversas disputas políticas e religiosas, recrudescidas por seu marxismo e a forte carga ideológica de sua vasta obra.
"Em seus livros, Saramago estabeleceu diálogos com questões da vida nacional da atualidade e do passado. Mostrou seu país sob a ótica do povo oprimido e chegou a sugerir a junção de Portugal à Espanha", acrescentou o deputado no documento.



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