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Bahia reconheceu os serviços prestados por Alexandre Brust

Publicado em: 18/06/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Roberto Carlos disse que o homenageado soube, como poucos, fazer prevalecer o primado da coragem, da ética, da lealdade e da coerência
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Um plenário adornado com as bandeiras da Bahia e do Rio Grande do Sul foi o cenário do nascimento de um novo baiano com 44 anos de idade. Nada a ver com Benjamin Button, personagem do escritor Scott Fitzgerald, que vem à luz idoso e vai remoçando até se tornar neném. A emoção de Hari Alexandre Brust, ontem à tarde, estava mais para aquelas pessoas simples que, após muito tempo, alcançam a cidadania ao receber a primeira certidão de nascimento. Afinal, o gaúcho de Santa Rosa tem história e serviços prestados no estado, e o título de certidão baiano a ele conferido ontem é o reconhecimento disso.
A iniciativa de homenagear Alexandre Brust, presidente do PDT baiano e da Companhia Baiana de Pesquisas Minerais (CBPM), partiu do deputado Roberto Carlos (PDT), mas, como destacou o presidente Marcelo Nilo (PDT), foi abraçada por todos os parlamentares, que consideraram desnecessária a análise do seu currículo, dada a obviedade de seus méritos. Roberto Carlos, no entanto, fez questão de discursar, ressaltando todas as qualidades do gaúcho.

CORAGEM

"Se não bastasse o currículo como engenheiro e advogado, a sua vasta experiência política, administrativa e gerencial o credencia como cidadão que soube, como poucos, fazer prevalecer o primado da coragem, da ética, da lealdade, da coerência e da eficiência", disse. Tanto a fala do deputado quanto o pronunciamento em que Brust agradeceu à Assembleia pelo título revelaram que os caminhos seguidos pelo homenageado se devem muito à amizade dele com Leonel Brizola, seu correligionário desde o PTB e, depois, na fundação do PDT.
Questionado por que deixou sua terra para viver na Bahia, pouco antes do início da sessão especial de concessão do título, ele respondeu sucintamente: "Vou dizer no discurso." A história contada posteriormente remeteu todos os presentes à tomada das ruas do país pelos tanques de guerra, em abril de 1964. "Os acontecimentos políticos de 1964, que culminaram com o afastamento do saudoso presidente João Goulart, o nosso Jango, foram determinantes para nossa decisão de nos transferirmos, há 44 anos para a Bahia", confidenciou.

HOMEM DE FAMÍLIA

Por ter organizado a resistência ao golpe, lembrou Brust, Brizola se tornou um ícone entre os universitários e foi convidado para ser paraninfo em nove estados, um deles a Bahia. Incumbido por Brizola para organizar sua participação em Salvador, onde viria prestigiar os formandos de Veterinária, Brust conheceu Mary Barreto, com quem veio a casar-se um ano depois. Deste matrimônio, nasceu o gaúcho Hari Filho, mas não houve tempo para um segundo filho dos pampas. A prosperidade prometida pela instituição de incentivos fiscais e a criação da Sudene fez com que a família fizesse as malas para a Bahia. O "baiucho" Marcelo veio no ventre de Mary, que gerou ainda os baianos Marcos e Felipe.
As lembranças das tensões no Palácio Piratini, durante a "Cidadela Legalista" de 64, da chegada à Bahia, da amizade com Brizola fizeram com que Brust embargasse a voz seguidas vezes e recorresse ao copo d´água para prosseguir em sua fala, enquanto os presentes aplaudiam. Não foi diferente quando citou a atual esposa, Maria da Anunciação, e seus filhos com ela, Marcele e Marcel. Ao final do pronunciamento, ele agradeceu a Roberto Carlos e aos demais deputados, fazendo uma menção especial "ao competente e habilidoso presidente desta Casa, nosso companheiro Marcelo Nilo, cuja atuação merece o reconhecimento público de seu partido".



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