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Comissão de Saúde debate segurança

Publicado em: 09/06/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Álvaro Gomes afirmou que os profissionais da área precisam de assistência especial
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Os profissionais da área da segurança pública precisam de assistência médica especial, física e psicológica. Esse é o entendimento do deputado Álvaro Gomes, princípio estabelecido no Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci) e reivindicação básica dos policiais baianos, debatido ontem, em audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. Segundo o sargento Absolon Pereira de Oliveira, a PM precisa com urgência da reestruturação do Hospital da Polícia Militar e das 26 unidades ambulatoriais que funcionam nos batalhões distribuídos por Salvador (14) e interior (12).
E por reestruturação o sargento defende mais e novos equipamentos e material humano, incluindo a contratação de civis e militares especializados nas diversas áreas da saúde. Essa assistência especial é preconizada no item segundo das Ações Estruturantes do Pronasci, que assegura "aos profissionais com potencial risco de estresse pós-traumático e comprometimento da capacidade de trabalho" o recebimento de "tratamento específico".
É com base neste dispositivo que os policiais vêm se mobilizando – a audiência pública de ontem foi qualificada pelo sargento Absolon Oliveira como uma primeira tentativa de sensibilizar o governo do Estado para as carências e necessidades dos que lidam com a segurança pública na Bahia. E uma das solicitações é que a Secretaria da Saúde disponibilize técnicos que elaborem, junto com a PM, projetos a serem enviados ao Ministério da Justiça, através do Pronasci, que resolvam as carências da corporação, "porque dinheiro, tem", garante Oliveira.

EXECUÇÃO

Este foi o caminho trilhado pela Guarda Municipal de Salvador. Recém-criada, ela lançou mão do Pronasci e conseguiu aprovar dois projetos: de fornecimento de material e de capacitação técnica. Falta executá-los, diz Elza Carolina, adiantando que a próxima reivindicação será a construção de uma academia que ofereça formação física e suporte psicológico aos guardas do município. Elza Carolina vai adiante e informa que, ao candidatar-se a uma vaga na Guarda Municipal de Salvador, o pretendente faz apenas averiguação teórica e teste básico de aptidão física.
Mas a profissão exige muito mais, garante. Exige preparo cotidiano e acompanhamento psicológico constante. A necessidade de uma assistência médica específica ainda não foi profundamente discutida pela corporação que, recentemente, obteve um ganho: saiu da alçada do Instituto de Previdência Social (IPS) e foi incluída no Plano de Saúde dos Servidores Municipais. "Mas ainda não sabemos como isso vai funcionar", diz Carolina. Segundo ela, se algum dos 1.400 integrantes da Guarda necessitar de atendimento de emergência, vai cair no Sistema Único de Saúde. E se precisar de tratamento psicológico, " não vai ter".



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