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Deputado incentiva uso do carvão ecológico

Publicado em: 02/06/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Gilberto Brito acrescenta que, além de preservar a natureza, o produto não emite fumaça nem odores
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O deputado Gilberto Brito (PR) quer incentivar o uso do chamado carvão ecológico. Em indicação encaminhada ao Sindicato dos Panificadores da Bahia e à Associação dos Proprietários de Padaria da Bahia, o deputado pede que fomentem junto aos seus associados a adoção do uso desta substância em detrimento do carvão vegetal, que se constitui numa das mais severas agressões ao meio ambiente.
No documento, Brito lembra que, para se obter um metro cúbico de carvão vegetal, é necessária a queima de dois metros cúbicos de madeira. Além do mais, acrescentou ele, em muitos casos, utiliza-se mão de obra escrava ou infantil.
De acordo com Gilberto Brito, para minimizar esses danos, tem se expandido a fabricação do carvão ecológico em alguns estados brasileiros, a exemplo de Maranhão, Piauí e mais recentemente no Ceará, além de Minas Gerais. O ingrediente principal é o chamado "fino do carvão", um pó de carvão vegetal abandonado pelas siderúrgicas no momento de carregar os fornos para a fabricação de ferro-gusa.
"O novo carvão foi inventado por um morador de Açailândia, Maranhão, João Luiz de Souza Borges, que tem 55 anos e estudou até o ensino médio. Ele demorou mais de cinco anos para chegar à formula do produto, que já patenteou", explicou Brito.
Segundo o deputado, a fécula de mandioca e a da argila, produzidas na região, também entram na receita do carvão ecológico. Os dois ingredientes servem para dar liga, resistência e impermeabilidade. "Depois de misturar a argila e o pó de carvão, adiciona-se fécula cozida e a massa é moldada e secada ao sol. De acordo com o inventor, a ideia foi criar um produto que cumpra duas funções: dar ajuda a famílias carentes e preservar o meio ambiente."
Brito acrescenta que, além de preservar a natureza, o carvão ecológico não emite fumaça nem odores, queima mais rápido, tem alto poder calorífico (maior que a lenha e o carvão vegetal) e não produz labareda (não queima a carne).
Além disso, acrescentou o parlamentar, queima por mais tempo, mantendo uniforme a temperatura do forno ou da churrasqueira em regularidade térmica e é um produto higiênico, não suja as mãos nem o ambiente de trabalho.



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