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Heraldo destaca emancipação de Taperoá

Publicado em: 31/05/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Democrata diz que município sempre se destacou pelo engrandecimento do ramo pesqueiro
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O município de Taperoá comemora seus 163 anos de emancipação política e administrativa neste 29 de maio. A passagem da data festiva foi lembrada na Assembleia Legislativa por meio de moção de congratulações apresentada pelo deputado Heraldo Rocha (DEM). "Saúdo a hospitaleira e trabalhadora população de Taperoá pela sua história e pelas conquistas obtidas ao longo dos tempos, vindo por ratificar sua pujante e valorosa importância para progresso da Costa do Dendê, engrandecendo, cada vez mais, a cidadania e a dignidade do povo desta bela cidade", disse.
O município de Taperoá, que na língua tupi significa "o habitante das taperas ou ruínas", está localizado na zona cacaueira, no litoral da Baía de Tinharé. Limita-se com o Oceano Atlântico e com os municípios de Valença, Nilo Peçanha, Cairú, Ubaíra, Jiquiriçá e Mutuípe. Possui grandes reservas florestais, onde predominam as madeiras de lei, como: louro, maçaranduba e sucupira, bem como muitos dendezeiros, que se desenvolvem em terras onde o minério predominante é a argila, empregada no fabrico de tijolos e telhas.
De acordo com o deputado, o município de Taperoá sempre se destacou das demais cidades vizinhas pelo engrandecimento do ramo pesqueiro. "O papel da Colônia de Pescadores de Taperoá-Z53, competentemente dirigida pelo seu atual presidente, Sr. Joaci Ribeiro Aleluia (mais conhecido como Beré), tem conquistado grandes avanços em prol da consolidação da cidade como um dos grandes centros pesqueiros da Bahia, destinando inúmeros benefícios, através de ações cooperativas e sociais, a todos seus associados e, por extensão, às famílias dos pescadores", afirmou.
A origem do município, relata o parlamentar, remonta a partir de uma aldeia indígena denominada São Miguel de Taperoguá, fundada a 23 de novembro de 1561 pelos jesuítas. Em dezembro do mesmo ano, foi iniciada a construção de uma capela, tendo por padroeiro São Miguel, edificada no mesmo local onde se encontra a igreja atual. Em 1563, assolou forte epidemia, da qual resultou a morte e a dispersão de quase 2 mil índios. "Em meados do século passado, podiam-se encontrar um grande número de igaçabas (espécie de pote de barro para a água), na parte suburbana da cidade. O último achado data de 9 de junho de 1957", relata o parlamentar.
Heraldo Rocha conta que, em 1620, o capitão Lucas Fonseca Saraiva fundou, no mesmo local, a capela de São Brás, por haver alcançado uma cura de mal de garganta. No ano de 1737, a capela de São Brás passou a pertencer à freguesia de Cairú e, em 1813, já pertencendo a Valença, foi desmembrada e recebeu o título de Curato (primeiro estágio antes de tornar-se paróquia). Por Decreto Real, de 30 de setembro de 1819, Taperoá foi desmembrado de Valença e anexado ao município de Nova Boipeba (atual Nilo Peçanha).
A Resolução no 284, de 29 de maio de 1847, elevou a povoação à categoria de vila e criou-se o município de Taperoá, transferindo para lá a sede do município de Nova Boipeba, que fora extinto. Em 1873, o município de Nova Boipeba foi restaurado pela Resolução provincial no 1.279, de 30 de abril, ficando desmembrado de Taperoá. A vila de Taperoá recebeu foros de cidade pela Lei estadual no 1.131, de 18 de abril de 1916. "Até fins do século 19, São Miguel era o padroeiro da cidade", disse o deputado.



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