população do município de Poções foi saudada na Assembleia Legislativa através de moção de congratulações, apresentada pelo deputado estadual Luiz Argôlo (PP), pela passagem da Festa do Divino, comemorada na região durante todo o mês de maio. A comemoração secular começou com a chegada dos portugueses que colonizaram e se estabeleceram em Poções. Eles já eram devotos do Divino Espírito Santo em seu país e continuaram seguindo a tradição. "Como parlamentar me sinto honrado em poder homenagear o povo do Poções e desejo que o Divino Espírito Santo proteja e abençoe todo o poçoense para que prossigam nessa incessante luta em busca de melhores dias", afirmou Luiz Argôlo.
Em 16 de setembro de 1878 foi instaurada a Freguesia do Divino, oficializando os Festejos do Divino Espírito Santo com o novenário. Da mesma forma, no 8º dia, a chegada da Bandeira e, no 9º dia, a Buscada do Mastro, saindo da antiga lapinha e encerrando os festejos no Dia de Pentecostes. A história do Mastro vem desde a expansão marítima, quando os navegantes resolveram colocar dois mastros nas embarcações para içarem as velas, o que lhes permitiu conhecer todo o mundo. Por conta disso, o Papa Leão XII ordenou que colocassem, em frente às igrejas, um mastro com uma bandeira, sendo a imagem do padroeiro do local uma forma de identificação para os visitantes.
Quanto à bandeira, devido à carência da comunidade, a Igreja confeccionou duas bandeiras do Divino, com o objetivo de arrecadar donativos para a realização da festa. Um idoso e um menino saíam no dia 1º de janeiro visitando os fiéis da zona rural e urbana, empunhando uma bandeira representando a presença do Divino. Após cinco meses de peregrinação, a bandeira era deixada na fazenda do Sr. Sato Ferreira, nas proximidades onde se localiza hoje Poçõezinho, e era buscada pela cavalaria e pelos membros da sociedade, como ocorre até os dias atuais.
Os fogos lembram simbolicamente o dia em que o Divino Espírito Santo desceu aos apóstolos em forma de línguas de fogo e representam todos os dias após a missa e durante todo o novenário o barulho dos trovões. Por fim, é realizada a missa campal, com a qual se encerra o novenário e é celebrada no dia de Pentecostes, em frente à igreja matriz, com a benção final do Santíssimo.
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