A obesidade é a doença do século! Quem garante é o cardiologista Ângelo Castro Lima, superintendente do Hospital Espanhol e membro do Serviço Médico da Assembleia Legislativa ao explicar, ontem, o que é, como funciona e as vantagens do programa A.R. Cardio (Avaliação de Riscos Cardiovasculares). Hipertensão, diabetes, obesidade, stress, fumo, sedentarismo e colesterol alto continuam como os grandes vilões, com destaque para o tabagismo, “que mata 23 pessoas por hora e ainda nos orgulhamos de exportar fumo para a China”, disparou o médico, para quem este feito é bom para a balança comercial, mas péssimo para a saúde.
O A.R. Cardio está sendo analisado para ser implantado na Assembleia Legislativa da Bahia e, com ele, as vantagens que os servidores passariam a dispor. Dentre elas está o diagnóstico prévio da probabilidade de infarto ou morte súbita e da identificação cardíaca, espécie de carteira de identidade onde consta, inclusive, “a foto do coração” (eletrocardiograma) do portador. Este documento “facilita a abordagem” por leigos e possível socorro. O prazo de validade é de um ano para os que apresentam baixo risco de complicações cardiológicas; de seis meses para os enquadrados na faixa de risco médio e de quatro meses para quem apresente alto risco de problemas no coração.
Convidado por Elibel Magalhães, enfermeira do centro Médico da Assembleia, para explicar o programa, Ângelo Castro Lima discorreu sobre as propostas do A.R. Cardio que são o diagnóstico precoce; a conscientização; fornecimento de orientação terapêutica; acompanhamento médico e formação de banco de dados. Segundo o cardiologista, a partir da implantação do programa – com a consequente inserção dos beneficiários no banco de dados – os portadores da identificação cardíaca poderiam ser assistidos por toda uma equipe de saúde e não mais exclusivamente por especialistas em coração.
REDES SOCIAIS