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AL promove debate sobre medicina natural

Publicado em: 12/05/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente da Comissão da Igualdade, Bira Corôa afirma que a medicina natural deve ser respeitada
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A Comissão de Promoção da Igualdade discutiu, ontem, na Assembleia Legislativa, sobre o exercício e a regulamentação da medicina tradicional natural no Estado da Bahia. Na audiência pública também foram debatidos a legalidade do exercício da profissão e o descrédito dos órgãos públicos a respeito da formação e atuação do médico naturopata. De acordo com o deputado Bira Corôa (PT), presidente do colegiado, a finalidade desse encontro foi trazer a debate mais um problema de desigualdade e descriminação no Estado. Ele também acredita que a medicina natural deve ser respeitada, lembrando que ela é a base do conhecimento atual que contempla todas as áreas de medicina no mundo.
Segundo o representante do movimento de defesa da medicina natural, Márcio Bastos, o preconceito com a profissão começou com a resolução n° 1499/98, quando foi proibida a atividade de qualquer medicina “não comprovada”, incluindo a medicina natural. A população foi levada a desacreditar no uso de remédios naturais no tratamento e na cura de doenças. Ainda segundo ele, o povo foi induzido a recorrer às drogas produzidas pela indústria farmacêutica, que tomaram rapidamente o mercado e oferecem rápido retorno financeiro. Além disso, os naturopatas passaram a ser caracterizados como curandeiros, encantadores e charlatões pela Igreja Católica.
Atualmente, existem mais de 150 mil naturopatas no país, sendo que na Bahia atuam mais de 20 mil. Porém, segundo Carlos Paixão, a naturopatia não tem apoio legal e precisa ser regulamentada, por lei, a fim de garantir tranquilidade aos profissionais. Ele também ressaltou que a medicina natural não pretende colidir ou substituir a alopatia ou qualquer outro tipo de medicina, e sim complementá-los, visando à promoção da saúde dos indivíduos.
De acordo com o doutor e presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais em Naturopatia Científica (SINDNAT), André Lage, a naturopatia defende a igualdade de direitos e liberdade para que o povo baiano possa decidir qual o tipo de tratamento que ele prefere. “Não somos nem melhores e nem piores, somos diferentes. E viemos aqui pedir a garantia do nosso espaço de trabalho”, concluiu o médico naturopata.



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